domingo, 12 de janeiro de 2014

Deus. Tudo Pode.














Ele foi levando para a UTI, onde permaneceu por quase uma semana em estado de coma, depois de alguns dias ele saiu do coma. Porém seu estado ainda era critico, pois alternava momentos de lucides e confusão devido a grande quantidade de medicação ingerida, em um de seus momentos de lucides ele pediu para receber a Eucaristia queria comungar. Fui ao Padre falei com ele o mesmo me autorizou como eu era Ministra da Eucaristia podia levar sim, fui ate o hospital falei com á médica a mesma permitiu a minha entra na UTI, e dar a comunhão pra o meu filho.

 Só que, quando eu cheguei não era mais a mesma médica, era outra, a qual me tratou muito mal, falou que não acreditava na Eucaristia e a minha entrada iria atrapalhar o trabalho dela e da equipe, me deixando plantada por quase duas horas, quando ela achou que devia, então permitiu a minha entrada.  Entrei e sem fazer uma oração dei a comunhão para ele. Fiquei revoltada, ela humilhou Jesus Eucarístico.  Eu acredito que ali está o corpo e o sangue dele. É a minha fé. É a minha religião, ela no mínimo teria que respeitar. Deixei meu filho todo monitorado, com sonda, todos os aparelhos ligados.

 Ao chegar á minha casa fui direto para a capela, um lugar de oração  e comecei a questionar com Jesus. Por que ele permitiu tanta humilhação? Ele é Deus! Ele tudo pode, ele tem poder para não permitir que aquela mulher o deixa-se naquela situação o tratando como um deus qualquer. Quando ele é, e sempre será o Meu Deus e o Meu Senhor. E como mãe eu comecei a pedir pela recuperação do meu filho, que ele coloca-se sua mão amiga sobre a vida dele. Eu estava ajoelhada  chorando e brigando com Jesus; quando dei por conta que era quase 13:00h, e eu tinha que fazer o almoço e ir à visita que era ás 15:00h. Mais ao passar pelo quarto vi o tênis dele e resolvi lavar. Só que, quando eu coloquei a mão dentro do tênis havia uma cartela de Gardenal vazia dentro dele, ali Jesus me mostrou que ele não tinha tomado vinte, mais  quarenta comprimidos eu me ajoelhei e comecei a agradecer por que ele salvou o meu filho de quarenta gardenal.

  Saí dali e fui fazer o almoço, precisava ir à visita. Fiz tudo que precisava tomei um banho peguei o carro e fui para o hospital. Tamanha foi a minha surpresa ao entra na UTI e ver o meu filho consciente, sem os aparelhos, ele só estava com o soro a médica que não queria dar permissão para eu entra na UTI foi à mesma que autorizou a retirada dos aparelhos, ela pôde ver o milagre de Deus na vida do meu filho, sem os aparelhos, conscientes em tão pouco tempo, qual seria o motivo da recuperação tão rápida? Será que ela teria a resposta cientifica?

 Eu fui falar com ela, a qual não soube me explicar “Acredito que seja a resposta da medicação fazendo efeito no organismo dele” essa foi á resposta que ela me deu. Só que eu vejo com outros olhos. Vi Deus realizando a sua obra na vida do meu filho. Isto aconteceu em uma sexta feira no sábado ele já desceu para o quarto e na segunda feira já recebeu alta, ele não tinha sequelas alguma, o médico não acreditava como ele podia ter tomado quarenta  gardenal e não ter ficado com sequelas. E ele me falou que já viu pessoas morrerem com muito menos. Mais uma vez o poder de Deus falou mais alto na vida do meu filho. E eu só tinha a dizer.Obrigada meu Deus pelo teu amor.










domingo, 29 de dezembro de 2013

Mais Uma vez Deus Agindo na Vida do meu Filho.

Ele continuava me maltratando agora as brigas era por que eu não queria ficar batendo papo com os amigos dele, um dia um cliente dele ligou  procurando, segundo o cliente já havia ligado três vezes e ele não o atendeu, como era um cliente importante eu imediatamente liguei pra ele, ele me atendeu dei o recado que alguém queria falar com ele urgente. Ele estava com um amigo no carro e passou o celular para o mesmo falar comigo quando eu percebi a intenção do outro desliguei o telefone; o meu marido ficou chateado, e ao chegar em casa fez um belo escândalo chamando a atenção de toda a vizinhança ficou uma semana sem falar comigo por que eu não fui boazinha com o amigo dele. A essa altura eu estava trabalhando com vendas, mas todo o dinheiro que eu ganhava ficava com ele, a conta corrente era no meu nome mais ele que assinava os cheques, eu não podia tirar um centavo do dinheiro que eu mesma tinha conseguido com o meu trabalho. Vivia como uma escrava era assim que eu me sentia em relação ao dinheiro.

 Um dia eu sair para fazer uma caminhada deixe o Silvio na garagem lavando o meu carro fiquei quarentas minuto fora quando eu estava voltando vi que no meu portão estava aberto e tinha varias pessoas achei estranho, aumentei o passo para chegar mais rápido. A filha da vizinha veio ao meu encontro e falou que o Silvio saiu para dar uma volta no quarteirão com o carro e a policia o pegou e o levou para a Delegacia, por ser de menos e não ter habilitação. Fiquei desesperada achando que o meu filha já estava preso; liguei varias vezes para o pai dele, mais ele não atendeu, peguei a minha bolsa e fui para a delegacia ao chegar vi o meu filho sentado com a mãe de um amigo dele, assinei um termo de responsabilidade peguei o carro e vim embora, não falei nada por que o susto que ele passou já foi o suficiente ele estava pálido, com medo parecia uma coelho assustado o mandei tomar banho e comer alguma coisa era hora de ir para a escola, nesse meio tempo o pai dele chegou e ficou nervoso por que eu havia ligado pra ele, que o problema era meu e não dele. Olhou para o Silvio com o olhar de quem queria matar alguém.

 O Silvio saiu, foi para a escola, eu servi o jantar, lavei a louça e fui reza um terço, li a palavra abrir a Biblia em Isaías C. 43. V 1, "E agora eis o que diz o Senhor, aquele que te criou, Jaco, e te formou, Israel: nada temas, pois eu te resgato, eu te chamo pelo nome és meu.” Não entendi nada mais fiz uma oração agradeci a Deus. Desci ao chegar à sala ele estava dormindo fiquei feliz por que ele falou que ia espera o Silvio para resolver o problema e com certeza pelo que eu o conheço ele ia bater no menino. Quando o Silvio chegou eu estava esperando, falei para ele não ligar a TV jantar e ir dormir para o pai dele não acordar. Ele jantou e subiu para o quarto, em seguida percebi que ele desceu levantei e fui ver o que ele estava fazendo, ele tinha ido tomar o remédio fazia uso do gardenal tomava um por dia, vi quando ele pós o comprimido na boca tomou agua e subiu para o quarto, lembro-me de ter brincado com ele dando um leve tapa quando passou por mim, ele entrou no quarto foi dormir e eu também.

 No dia seguinte levantei fiz café, o pai dele levantou mal humorado e logo saiu dando ordem para o irmão que trabalhava com ele, para acorda o Silvio e irem fazer um serviço, o irmão dele subiu para acordar o Silvio e em seguida me gritou desesperado por que o Silvio não respondia; eu subi as escadas feita uma louca quando entrei no quanto meu filho estava na cama inchado respirando, mas sem responder. O tio dele o pegou nos braços e desceu com ele pós no carro e saímos cantando pneus, ao chegarmos ao hospital deu entrada na emergência, os médicos começaram com uma bateria de perguntas e quando eu falei que ele fazia uso do gardenal eles deduziram que ele tomou certa quantidade. Liguei em casa a Silvia procurou e achou uma caixa vazia no lixo do banheiro, ele havia tomado vinte comprimidos. A primeira tentativa de suicídio do meu filho. Ele continuava me maltratando agora as brigas era por que eu não queria ficar batendo papo com os amigos dele, um dia um cliente dele ligou  procurando, segundo o cliente já havia ligado três vezes e ele não o atendeu, como era um cliente importante eu imediatamente liguei pra ele, ele me atendeu dei o recado que alguém queria falar com ele urgente. Ele estava com um amigo no carro e passou o celular para o mesmo falar comigo quando eu percebi a intenção do outro desliguei o telefone; o meu marido ficou chateado, e ao chegar em casa fez um belo escândalo chamando a atenção de toda a vizinhança ficou uma semana sem falar comigo por que eu não fui boazinha com o amigo dele. A essa altura eu estava trabalhando com vendas, mas todo o dinheiro que eu ganhava ficava com ele, a conta corrente era no meu nome mais ele que assinava os cheques, eu não podia tirar um centavo do dinheiro que eu mesma tinha conseguido com o meu trabalho. Vivia como uma escrava era assim que eu me sentia em relação ao dinheiro.

 Um dia eu sair para fazer uma caminhada deixe o Silvio na garagem lavando o meu carro fiquei quarentas minuto fora quando eu estava voltando vi que no meu portão estava aberto e tinha varias pessoas achei estranho, aumentei o passo para chegar mais rápido. A filha da vizinha veio ao meu encontro e falou que o Silvio saiu para dar uma volta no quarteirão com o carro e a policia o pegou e o levou para a Delegacia, por ser de menos e não ter habilitação. Fiquei desesperada achando que o meu filha já estava preso; liguei varias vezes para o pai dele, mais ele não atendeu, peguei a minha bolsa e fui para a delegacia ao chegar vi o meu filho sentado com a mãe de um amigo dele, assinei um termo de responsabilidade peguei o carro e vim embora, não falei nada por que o susto que ele passou já foi o suficiente ele estava pálido, com medo parecia uma coelho assustado o mandei tomar banho e comer alguma coisa era hora de ir para a escola, nesse meio tempo o pai dele chegou e ficou nervoso por que eu havia ligado pra ele, que o problema era meu e não dele. Olhou para o Silvio com o olhar de quem queria matar alguém.

 O Silvio saiu, foi para a escola, eu servi o jantar, lavei a louça e fui reza um terço, li a palavra abrir a Biblia em Isaías C. 43. V 1, "E agora eis o que diz o Senhor, aquele que te criou, Jaco, e te formou, Israel: nada temas, pois eu te resgato, eu te chamo pelo nome és meu.” Não entendi nada mais fiz uma oração agradeci a Deus. Desci ao chegar à sala ele estava dormindo fiquei feliz por que ele falou que ia espera o Silvio para resolver o problema e com certeza pelo que eu o conheço ele ia bater no menino. Quando o Silvio chegou eu estava esperando, falei para ele não ligar a TV jantar e ir dormir para o pai dele não acordar. Ele jantou e subiu para o quarto, em seguida percebi que ele desceu levantei e fui ver o que ele estava fazendo, ele tinha ido tomar o remédio fazia uso do gardenal tomava um por dia, vi quando ele pós o comprimido na boca tomou agua e subiu para o quarto, lembro-me de ter brincado com ele dando um leve tapa quando passou por mim, ele entrou no quarto foi dormir e eu também.

 No dia seguinte levantei fiz café, o pai dele levantou mal humorado e logo saiu dando ordem para o irmão que trabalhava com ele, para acorda o Silvio e irem fazer um serviço, o irmão dele subiu para acordar o Silvio e em seguida me gritou desesperado por que o Silvio não respondia; eu subi as escadas feita uma louca quando entrei no quanto meu filho estava na cama inchado respirando, mas sem responder. O tio dele o pegou nos braços e desceu com ele pós no carro e saímos cantando pneus, ao chegarmos ao hospital deu entrada na emergência, os médicos começaram com uma bateria de perguntas e quando eu falei que ele fazia uso do gardenal eles deduziram que ele tomou certa quantidade. Liguei em casa a Silvia procurou e achou uma caixa vazia no lixo do banheiro, ele havia tomado vinte comprimidos. A primeira tentativa de suicidio do meu filho.

domingo, 15 de dezembro de 2013

Mudando Para á Minha Casa...

Era um dia de sábado, lembro-me como se fosse hoje; jamais esquecerei esse dia .Esta data ficou gravada no meu coração, na minha mente. Dia 13 de abril de 1996. Eu conseguir realizar o meu sonho, mudar para a minha casa, o desejo de todo ser humano. Meu Deus obrigada por ter colocado a Alaides no meu caminho sem ela eu não teria conseguido alcança o meu objetivo, ter uma moradia digna; com um certo conforto para mim e os meus filhos, esse era o meu maior desejo. Agora eu estava na minha casa. As minhas orações foram ouvidas, Nossa Senhora intercedeu por me junto ao seu filho jesus. E foi pela força da oração que eu conseguir tantas coisas na minha vida. A recuperação do meu filho á minha casa; eu só tenho que agradecer a Deus por tudo.

 Depois que mudamos as coisas ficaram um pouco complicadas, agora eu morava em uma rua, tinha vizinhos não dava para ter escândalos a toda hora, ele fazia questão de dar o seu show, para toda a vizinhança ficar sabendo eu morria de vergonha. Continuávamos indo a igreja agora participávamos do Grupo de Oração tínhamos amizade com todos da comunidade; eu acreditando que tudo iria melhorar, que um dia a mudança aconteceria. As brigas, a falta de respeito, a minha revolta pela maneira como era tratada, os homens que ele continuava insinuando que eu tinha todos os dias, e eu fingindo que estava tudo bem diante das pessoas, queria mostra que eu  tinha um casamento alicerçado. Meu Deus eu usava uma mascara para enganar as pessoas ou a mim mesmo!. Dentro da minha carência, da minha necessidade de ser amada; do desejo de ter um casamento estruturado como um dia eu sonhei prejudicava a mim a aos meus filho com a minha mentira ou a minha fantasia.

 O Silvio vez ou outra voltava a ter convulsão, eu já conseguia conviver com a situação o médico havia me orientado que uma convulsão para o cérebro, era como um tosse para a garganta eu teria que conviver com o problema. A minha mãe continuou a nos visitar durante todos esses anos sempre passava alguns meses com os filhos, no ano que ela não podia vim nós íamos para Pernambuco, passar as ferias com ela, mas  ao chegarmos ele já começava a implicar comigo querendo voltar, dando a entender que eu não queria ficar mais tempo; então todos ficavam com bronca de mim, e em poucos dias já estávamos de volta para São Paulo. Ele conseguia fazer  com que eu fosse olhada com antipatia pela minha família enquanto ele era o mocinho da historia.

A vida caminhava as crianças estavam crescendo, eu com a minha vida de dona de casa fogão, pia e tanque, aos sábados ele sair na parte da manhã falando que ia receber dinheiro e só voltava á noite; a desculpa era que nunca encontrava as pessoas de quem ele iria receber o dinheiro e se eu questionasse com certeza seria mais uma briga e com escândalo. Cansada de ficar sozinha em casa resolvi dá aula de catequese no inicio foi uma maneira de fugir da solidão mais com o passar do tempo fui gostando do que estava fazendo, sem falar que os meus filhos também faziam catequese nessa época e no mesmo horário eu ia e voltava com eles.

domingo, 1 de dezembro de 2013

Um Sonho Realizado....

Chegou o dia tão esperado. Eu estava em casa quando o Secretário de Obras parou o carro em frente ao barraco que nós morávamos. Ele foi pessoalmente me avisar que a área havia sido liberada, já podíamos da inicio a construção da nossa casa. Ele era uma pessoa boa e simples, teve muita paciência comigo, durante o ano inteiro eu cobrei dele esse terreno acredito que ele não aguentava mais ouvir a minha voz. O final dessa historia foi uma vitoria para todos nós, porque eles todos torciam por mim. Só não sei se era para me verem feliz, ou para ficarem livres de mim. (brincadeira)

 Reconheço que não dei um minuto de trégua para eles, fui insistente, em momento algum pensei em desisti do meu propósito, e valeu a pena a minha luta, sair vitoriosa. E descobri que quando Deus te dá algo ele nunca dá pela metade o presente vem completo Como eles tinham pressa pelo terreno em que nós estávamos morando precisávamos sair de lá imediatamente eles liberaram o pedreiro, e o material para a construção. Foi um grande presente, e mais uma vez eu vi o poder de Deus na minha vida. Isso me levou a acreditar no amor dele por mim. Vi que não estava sozinha, um dia eu seria liberta daquela vida.

 Mas os problemas continuavam as brigas, as desconfianças que ele tinha de mim. O medo do amanhã estava presente na minha vida, à família dele não gostavam de mim, agora com a nossa permanência no terreno eles nem queriam ouvir falar no meu nome, eu conseguir algo que para todos seria impossível. A minha casa, a minha segurança agora se ele resolvesse cumprir com as ameaças, na rua eu não ficaria. Os ciúmes dele por mim só aumentaram se antes ele me seguia agora, além de me seguir, as ofensas era todos os dias, ele começou a desconfiar de dois moços que moravam atrás do nosso barraco, inclusive eles usavam a nossa parede, um dia ele me obrigou a ir tomar banho e ficou vigiando para ver se os moços iam me olhar, ele estava com uma lata de aguarrás e jogou pelo o buraco dizendo que era para atingir os olhos deles.

 Só que um deles era noivo e estava com o casamento marcado, à moça vinha morar com ele é claro, Quando a esposa dele mudou eu fiz amizade com ela, queria saber o que tinha naquela parede, um dia entrei na casa dela e na parede estava o guarda- roupa deles, eu perguntei se ela havia colocado, ela falou que não já estava lá quando ela chegou. Continuávamos indo a Igreja quase todos os dias, na igreja ele se transformava era outra pessoa; passava a imagem de um marido exemplar, um pai atencioso era assim que todos os viam. As crianças estavam crescendo dentro de um ambiente doentio a Silvia não podia ter amigas ele não permitia sempre falava que as outras meninas não eram um bom exemplo para filha dele.

 E, era dessa forma que todos nós vivíamos; eu dentro do meu medo, ou da minha covardia não sei explicar o que era, mas nunca tive coragem para defender os meus filhos, quando ele estava nervoso não dava dinheiro para fazermos supermercado, muitas vezes eu e a Silvia ficamos sem jantar por falta de comida, não de dinheiro por que isso ele tinha. A construção da nossa casa estava indo bem eu não via a hora de poder mudar ter uma casa descente, poder ter o meu quarto, ver as crianças cada uma em seu quarto com a sua privacidade. Cinco meses depois mesmo sem a minha casa esta pronta eu fui obrigada a mudar faltava colocar o piso e terminar um dos banheiros, mas como a prefeitura precisava da área em que morávamos, tivemos que mudar. E no dia 13 de abril de 1996. Eu entrei na minha casa.

domingo, 24 de novembro de 2013

Encontrando Um Anjo Para me Ajudar...


Eu estava desesperada com a possibilidade de ter que pagar aluguel. Como? Eu não trabalhava! E tinha um marido que não era digno da minha confiança, não sabia ate quando ele ia continuar comigo, vivia ameaçando sair de casa todos os dias, eu estava em pânico acordava durante a noite preocupada com o meu destino, o que seria de mim com os meus filhos? Não falava nada ficava em silêncio conversando com Deus. Um dia começamos uma briga ele saiu falando as piores palavras que um ser humano poderia ouvir, e mais uma vez me acusando de ter matado o meu pai eu comecei a chorar, estava chovendo fiquei na porta olhando a chuva, comecei a pedir a Deus para me liberta daquela vida, fiquei uns 30min chorando, ouvindo o barulho da chuva e conversando com Deus.

Conforme o tempo foi passando eu fui me acalmando. Uma paz foi tomando conta de mim, de repente eu estava cuidando dos meus afazeres ate esqueci as palavras cruéis que tanto me machucaram. No dia seguinte estava falando com alguém sobre a minha situação, caso a prefeitura desapropriasse a área, a pessoa mencionou um nome. Alaides talvez ela possa te ajudar ela participa das equipes de Nossa Senhora. Não entendi nada, mais fui á Igreja do Bairro para pedi informações sobre ela. A pessoa que me atendeu falou muito bem dela e me passou o contato. Eu a procurei, marcamos um encontro, para nos conhecemos, e em, uma bela manhã, ela apareceu á minha casa Conversamos muito, fiquei sabendo que ela trabalhava na prefeitura era assessora da secretária de Educação, e uma grande amiga do Prefeito. E como eu, devota de Nossa Senhora.

 Falei com ela sobre o meu problema, expliquei que não tínhamos condições de pagar aluguel caso fossemos desapropriados, perguntei como ela poderia me ajudar? Naquele dia eu tive a oportunidade de descobri á pessoa linda,  generosa de um coração repleto de amor. Ela não me conhecia, mas imediatamente se propôs a me ajudar, não sabia que eu era uma vitima da violência domestica, não sabia o que eu passava nas mãos daquele homem que por coincidência já havia trabalhado junto com o marido dela, eles já se conheciam, mas não tinham contatos. A partir daquele dia ficamos amigas e começou a minha luta para conseguir que a prefeitura me desse um terreno, Alaides foi uma pessoa indicada por Deus para me ajudar, foi por intermédio dela que eu consegui a minha casa. Ela me apresentou ao Prefeito falamos com ele o qual não se negou a me ajudar ao contrario a tendeu o pedido dela com muito carinho.

 Como eu já morava em uma área que a prefeitura estava desapropriando, foi fácil, só fui removida para outra área, foi um ano de espera durante esse tempo muito coisas aconteceram, muitas orações, ate calo nos joelhos eu fiz. Foram doze meses de luta e durante esse tempo o meu marido falava todos os dias que eu não iria consegui o terreno, que era em vão a minha luta, mas eu coloquei nas mãos de Nossa Senhora com a certeza de que iria vencer, porque ela estava olhando e intercedendo por mim. E durante o tempo de espera passei por vários obstáculos foi dolorido conviver com incerteza, por mais que você tenha fé, o lado humano é falho, estas volúveis as tentações das duvidas, e comigo não foi diferente. A prefeitura deu inicio as construções no terreno o pai dele foi obrigado a desocupar a área. Ao sair falou pra todo mundo que nós íamos ficar por que eu tinha um caso com alguém importante da prefeitura que estava me protegendo, se a minha vida não era fácil, imagina depois que ele espalhou esse comentário para toda a família.

domingo, 10 de novembro de 2013

Deus Na Minha Vida...

A partir daquele dia essa amiga, tomou conhecimento da vida que eu estava levando, ficou sabendo do que eu passava no dia a dia, e procurou me ajudar com conselhos, se aproximou mais de mim, mostrou uma grande preocupação pelos meus problemas. E como ela participava da Igreja me convidou para participa do Grupo de Oração da Renovação Carismática, na Igreja Nossa Senhora Aparecida, no bairro da Pauliceia em SBC. E nós fomos ao chegarmos à igreja naquele dia parecia que tudo que estava sendo pregado era pra mim. Eu chorava de uma forma que tive a impressão que a igreja seria lavada com as minhas lagrimas, todos aqueles anos de sofrimento, as palavras de humilhação que eu ouvir em toda á minha vida, todo o lixo que eu representava o ódio a magoa estava sendo lavado naquele momento, parecia que Deus estava dizendo calma eu não vou te abandonar eu estou contigo, confia em mim. Eu sou o teu Deus.

 E a parti desse dia começou a surgir uma ponta de esperança, eu comecei a acreditar que eu dia Deus iria me liberta eu só não sabia quando, por que o tempo dele era diferente do meu. Foi ali que eu descobri o quanto Jesus me amava, que eu não estava sozinha, que eu não era uma assassina, que não fui eu, que matei o meu pai, que ate então eu acreditava, de tanto ouvir dele que eu era uma criminosa, que eu não prestava que ate o meu pai eu tinha matado; terminei acreditando e carregando essa culpa por quinze anos.

 Acreditando ser responsável pela morte da pessoa que mais me amou na vida. O meu pai! Que fazia tudo por mim, tudo que eu pedia ele me dava, sei que não fui uma filha perfeita tive os meus defeitos, mas quem não erra na vida? Sei que deixei muito a desejar mais ele me amava com os meus erros e os meus defeitos. Tanto é, que suas ultimas palavras foram em relação á mim. Mesmo estando ausente, e muito longe, o seu pensamento foi pra mim. E Deus estava tirando o peso dos meus ombros, e dizendo a morte do seu pai foi uma fatalidade, e não uma responsabilidade sua. Eu vou cuidar de você estou ao seu lado aquieta o teu coração.

Começamos a frequentar a igreja, acreditando que tudo se resolveria e que ele mudaria de comportamento mais as brigas estavam aumentando á cada dia, a lanchonete não estava mais dando lucro, e a situação se agravando. O Silvio voltou a ter outras crises em uma delas ele chegou à quebra o nariz. Estávamos na casa do meu irmão comemorando ano novo quando ele caiu, fomos para o hospital ficamos com ele, pra mim acabou a festa, quando acontecia dele ter uma crise sempre ficava sonolento tomava remédio e dormia o restante do dia. A prefeitura estava desapropriando o terreno que nós morávamos, ela  ia construir uma creche e como estávamos ali como caseiros não teríamos direito a nada, iríamos sair de mãos vazias, sete anos morando naquele lugar, agora a solução seria pagar aluguel.

domingo, 3 de novembro de 2013

Pedindo uma Chance a Deus......

Quantas vezes, acreditando que não tinha mais saída para a minha situação e chorando, eu supliquei á Deus. Pedindo que ele tivesse misericórdia de mim, me ajudasse me dando paz, olhando para a minha casa, eu não aguentava mais aquela vida, que ele tivesse piedade de mim e dos meus filhos. Me dessas condições para sair daquele lugar, que representava pobreza e miséria. Eu queria sair dali, comprar um terreno construir uma casa, mas o pai dele falava que não deviámos fazer isso, pagar IPTU pra que? Meu Deus, que espírito de pobreza! E ele sempre ouvia o pai, em todos os sentidos. Lembro-me no ano que lançaram a Monza ele queria compra um, morando em um barraco, quantas brigas tivemos por esse motivo. A Silvia estava crescendo não me dava muito trabalho, mas a brigas dentro de casa abalava a estrutura familiar, os meus filhos querendo ou não estavam sendo criados em um lar sem estrutura emocional em um ambiente totalmente desequilibrado.

 Um dia olhei a minha geladeira e tive vergonha do estado dela, fui falar com ele pra compra outra, aconteceu uma briga que durou mais de uma semana; tomei uma decisão fui trabalhar em uma empresa fiquei quase um ano, comprei tudo que estava precisando dentro do meu barraco. Foi um ano muito difícil ás brigas eram quase todos os dias, na maioria das vezes ele ficava me vigiando, ao sair do trabalho eu o percebia na esquina observando para ver se eu saia com algum homem Nesse meio tempo ele resolveu entrar em uma sociedade com um amigo abriram uma lanchonete no centro de Diadema, como tudo estava indo bem ele resolveu que seria melhor eu sair da empresa e ficar ajudando na lanchonete, eu concordei, saí da empresa em que trabalhava e fui trabalhar com ele, na lanchonete onde também servíamos almoço, tinha dia que estava tudo bem, mas nunca sabíamos quando seria a próxima briga e o porquê dela. Eu tinha uma senhora que trabalhava comigo, ela cozinhava muito bem, a comida dela atraia a clientela, ela sempre me perguntava por que eu tinha casado com aquele homem sem nenhuma formação, ela nos comparava com a água e o óleo, falava que nós não combinávamos. Durante esse período foram muitas brigas, teve um dia que eu quebrei o retrovisor do carro o descontrole emocional estava me dominando, nesse período tudo aconteceu ele passou noites fora de casa eu cheguei a colocar uma faca na garganta dele em momentos que ele não esperava.

 A relação estava chegando ao um nível baixo, onde o respeito o amor, cumplicidade não fazia mais parte, as crianças presenciando tudo, ele fazia as malas para sair de casa eu chorava pedindo para não ir às crianças ficavam em desespero não era isso que elas queriam, eu tinha vontade de ficar sozinha, mas, ao mesmo tempo tinha medo do desconhecido não sabia o que poderia me acontecer. Lembrava-me do conselho da minha mãe. “Ruim com ele pior sem ele.” Eu não tinha mais dignidade, respeito por mim mesmo, estava perdendo tudo, quantas vezes eu pedia dinheiro para compra lingerie, estava precisando ele me mandava procura homem na rua para me dá dinheiro. Não foi essa a educação que eu tive como já falei antes fui educada para respeitar o meu marido fui criada e ensinada para ser mulher de um homem só, aquelas palavras cruéis que ele me dirigia me machucavam, me envergonhavam, um dia eu sai de casa resolvida a sair com o primeiro homem que me olhasse, e chorando comentei com uma amiga que iria fazer isso, ela saiu pegou a Biblia abriu e tirou uma palavra, voltou e me contou o que havia feito, eu perguntei qual a palavra que você tirou? Ela me respondeu a (Tempestade acalmada). Eu falei. Ou mulher de pouca fé. E naquela hora senti uma paz invadindo a minha alma. E aquele pensamento nunca mais voltou. Pag.37A partir daquele dia essa amiga, tomou conhecimento da