domingo, 1 de novembro de 2020

Conhecendo o Amor.

 


Tenho a sorte de encontrar pessoas de vários lugares. Em situações diferente, ambientes diferenciados, mas com os mesmos sentimentos. Todos trazem com eles magoas, ressentimentos.  

A dor de uma ferida que alguém ou nós mesmo nos causamos. 

Quantas vezes permitimos que a dor seja plantada na nossa alma?  Para não ferir alguém ferimos a nós mesmo. Deixamos cicatrizes que nem o tempo é capaz de curar.

 Encontrei a Anne, uma menina linda com um coração repleto de amor.  A alma estava ferida com cicatrizes abertas que nem o tempo foi capaz de curar. Muitas vezes sangrava quando as lembranças se faziam presente e a dor era inevitável, era muito forte as lembranças dos abusos que ela sofreu até completar os 18 anos.  

Anne mesmo com todas as lembranças seguiu em frente e deu continuidade a sua vida.

 Ela mostrou para o mundo que era maior do que a covardia que foi submetida ao longo dos anos. 

Que a sua dignidade foi superior o respeito e a consciência do seu próprio valor, foi fundamental.

 Ela era inatingível. 

Nada poderia tirar a tranquilidade da sua alma. 

Ela soube se protege de uma família pobre de espirito e de dignidade. Uma família sem amor, sem honradez, sem princípios morais. 

Foi nesta família que a Anne conviveu por 18 anos, foi abusada  sexualmente pelo seu pai  todos  os dias: a sua mãe sabia do que acontecia com a sua filha de 5 anos de idade mas nada fazia para impedir; chegou um momento que era natural ele chegar do trabalho e levar a menina para o quarto queria satisfazer os seus desejos.

 Enquanto a mãe preparava o jantar consciente do que estava acontecendo com a criança.

 Anne foi crescendo e tendo conhecimento que, o que acontecia com ela não era normal e se perguntava.

 Por que a mãe nada fazia para defende-la, protege-la das garras daquele tirano?

 Ela se sentia enojada chegou um momento que ela sentia náusea ao toque dele, ele ficava feliz acreditando que ela estivesse gravida.

 Um filho seu seria o meu melhor presente.

 O meu bebe esta gravida era assim que ele falava para a mãe dela. 

Anne foi criando uma proteção não permitindo que a sua alma fosse destruída, ele usava o seu físico não a sua essência.

 Ela foi se protegendo de todo mal que lhe acontecia naquela casa; o seu desejo de vitória de se libertar daquela vida era maior do que o abuso que era submetida. 

Os anos passando e ela se tornando uma mulher linda, um pouco tímida, mas não permitindo que as suas feridas, se sobressaísse, ela não deu espaço para dor.

 O seu maior desejo.

 A LIBERDADE. 

Ela prometeu pra ela mesmo que não seria vencida pelos agressores; ela tinha consciência que todos eram coniventes ao que acontecia naquela casa.

 Anne foi aprendendo a se proteger. A essa altura ela já estava com os seus 17 anos, a vida lhe obrigou a se tornar uma mulher madura. 

Era dedicada aos estudos só através dele ela poderia sair daquela vida, começou a fazer outo-defesa, estava se preparando para enfrentar um mundo que com certeza iria lhe oferecer mais do que a família com a qual convivia. Mesmo com todo sofrimento ela tinha um objetivo. 

Voar, conhecer outros horizontes, ter alguém que a protege-se, alguém  que pudesse lhe dar  amor e respeito esse era o seu maior desejo, ela ansiava por este momento, todos os dias. 

O tempo foi passando e a esperança aumentando cada golpe que ela dominava dentro da arte marcial era como se fosse um degrau que ela subia na sua busca pela a vitória, na academia ela teve a oportunidade de conhecer pessoas e se aproximar delas, buscando confiança em cada uma e descobrindo que o mundo lhe dava mais segurança do que o lar em que vivia, ela não perdia a esperança de um dia ser livre. 

Ter um lugar só seu, sem ser obrigada a se submeter aos olhares de desejos do seu pai. 

Como era desagradável viver no mesmo ambiente que ele (Aquele olhar sujo me dava nojo eu não suportava nem olhar para ele.)

 Um belo dia na academia ela conheceu uma senhora meiga e carinhosa, esta senhora começou a tratar ela como uma filha; a amizade das duas só crescia a Anne viu nessa mulher uma luz no final do túnel.

 As duas treinavam no mesmo horário ao pouco ela foi se abrindo com á sua nova amiga, falava dos seus sonhos, do desejo de ser livre e recuperar a sua inocência. 

Roberta era o nome dela.

 Inocência? 

E arregalou os olhos surpresa com o desejo da Anne. 

Anne aproveitou o momento para revelar um segredo que nunca havia compartilhado com ninguém; conforme ela relatava os abusos que vinha sofrendo desde de criança a sua amiga ia ficando cada vez mais indignada diante do seu relato. 

Quando ela falou tudo foi como se tivesse tirado um fardo dos seus ombros começou a sentir um alivio na sua alma. 

As lagrimas estavam lavando a sujeira que durante anos foi guardado em uma gaveta do seu subconsciente. 

A sua criança interior estava ferida, magoada, abandonada em um lugar escuro a espera de uma luz.

 Essa criança necessitava de um resgate, e naquele momento ela conheceu o amor, ela soube o que era ser acolhida, receber um abraço com carinho.

 A Roberta de imediato queria ir com ela em uma delegacia e fazer um boletim de ocorrência, mas a Anne não quis, o que ela queria era ir embora e esquecer aquela família.

 E foi o que ela fez! 

Naquele mesmo dia ela foi embora morar com a Roberta.  

A Anne foi embora apenas  com ela a roupa do corpo e os documentos, ela já havia completado 18 anos, e com ele, a realização de um sonho. 

E junto a esse sonho, sua liberdade. 

Onde também lhe foi dado o direito de amar e ser amada. 

O amor incondicional que a Roberta sentia por ela, era maravilhoso sentir o amor de uma mãe não tinha preço. A Roberta mudou a sua vida, por amor a Anne mudou para outro Estado; proteger aquela menina era o seu propósito.  Sabia que em uma cidade como a  cidade de São Paulo seria impossível serem descobertas.

 A Roberta tem um sobrinho moço bonito estudioso conheceu a Anne e os dois se apaixonaram ela conheceu pela primeira vez o verdadeiro amor. Ela soube o que é a alegria de ter uma família. Hoje ela conhece o amor, o respeito. 

Hoje Anne é feliz e realizou o seu sonho ter. 

LIBERDADE.

 

 


sábado, 24 de outubro de 2020

Violência Doméstica na Quarentena.

O número de mulheres sofrendo com a violência doméstica. Vem aumentando assustadoramente. 
A quarentena que está nos obrigando a viver no isolamento longe de tudo e de todos o estresse do dia a dia, a situação financeira, a incerteza do amanhã, faz com que o homem transfira a sua insegurança para a sua companheira.
 Levando-a a responder pela responsabilidade do que estamos passando. 
O vírus aumentou sim, o número de mulheres sofrendo, e sendo vítimas da violência doméstica.
 Mas ele ajudou para que muitos homens tivesse a oportunidade de revelar o seu machismo, usando a mulher como um alvo; no qual ele pudesse descarregar a sua falta de capacidade para enfrentar uma situação que exige equilíbrio emocional o qual está faltando muito no ser humano. 

Sim temos consciência que a crise que vivemos e estamos vivendo; mexeu muito com o emocional do homem o qual não justifica a carga emocional que está sendo colocada nos ombros da mulher.
 A mulher é considerada, a única responsável pelo desequilíbrio emocional do companheiro. 
Ele agride e ela leva a culpa. 
Entre as quatro parede não há testemunha. 
E a sociedade se sente no dever de julgar essa mulher, a família que deveria apoia-la. 
É a primeira a condena-la. 
Só quem vive ou viveu o ciclo da violência doméstica pode entender o que uma mulher passa dentro de um lar abusivo.
 Hoje a mulher está vivendo duas guerras.
 A guerra da violência doméstica e a guerras do vírus. 
Não sabemos qual das duas está matando mais.
 Aquela que está matando a sua alma tirando o seu brilho, destruindo a sua autoestima e levando-a: a depressão?
 Ou a guerra do vírus?
 Sabemos o que, o coronavírus tem causado no nosso planeta. 
Mas conhecemos o antídoto para combater este vírus; é olhar o próximo com amor, poderíamos atravessar a crise com menos sofrimento.
 As nossas crianças são as principais vítimas. 
Elas presenciam as agressões entre os pais. 
Em um lar abusivo o que mais tem, é falta de respeito com os filhos, dentro da nossa incapacidade de raciocinar não percebemos que estamos arruinando o nosso bem maior. Os nossos filhos, eles são as principais vítimas do nosso desamor, da nossa falta de equilíbrio emocional, muitas vezes amamos tanto os nossos filhos que não deixamos eles terem liberdade de expressão e não falamos do que sentimos por eles. 
Nos falta coragem de demonstra o nosso sentimento. 
Um ato de amor poderia transformar a vida desses jovens na incerteza do: será que, os meus pais me amam? 
Consome a sua alma dia após dia. Infelizmente hoje a casa não é mais um lugar seguro onde a criança ou o jovem venha a se sentir protegido, o abuso sexual aumenta com o confinamento do isolamento causado pelo novo coronavírus, as denúncias vem sendo cada vez menor, as ameaças que são feitas as vitimas levam ao silencio do medo. 
O qual podemos dar o nome do silencio da dor. 
Muitos membros da família compartilham o mesmo espaço com a pessoa que os abusa e o medo os obrigam a se manterem no silencio, por que foi feita ameaça de matar alguém que a vítima ama.
 Á covardia da pessoa que abusa de uma criança é grande, ela não tem limite. 
As ameaças são constantes contra os adolescentes, desenvolvendo adultos tímidos e amedrontados.
 Um jovem me procurou depois de uma palestra e me falou que foi abusado por muito anos por um tio. Ele falou que hoje sente que estar desenvolvendo um adulto aterrorizado dentro dele.
 (Me sinto covarde. Um covarde que não tem atitude para enfrentar a vida de cabeça erguida. O meu passado me acompanha todos os dias; diante do que eu vivi durante a minha infância sinto-me impotente e sujo para me relacionar com alguém; as vezes acredito que não vou ter forças para ir adiante é como se mesmo tomando banho todos os dias a sujeira estivesse impregnada em mim. Não me sento digno! Olhando para os meus pais e os meus irmãos me pergunto. Como seria a minha vida hoje se eles soubessem do que aconteceu comigo?) 
Sinceramente?
 Eu chorei junto com aquele jovem. 
Conversamos muito, mostrei a ele que o covarde foi o tio que sem pudor e sem moral o abusou por tanto tempo; ele foi uma vitima inocente de um monstro que convivia no mesmo lar. 
Aconselhei esse jovem fazer terapia, onde ele ia se encontrar com ele mesmo, e ter a oportunidade de se perdoar, se olhar no espelho; sem medo, ter a coragem de seguir em frente ser um homem normal, poder se amar, e ter alguém para dividir as suas dores e as suas alegrias. 
Tempo depois recebi uma mensagem. 
Obrigado por ter me orientado a cuidar mim. Está renascendo um novo homem dentro de mim. Deus te abençoe na sua missão! Parei, refleti e agradeci a Deus por ele ter me resgatado para esta missão. Gratidão!

domingo, 11 de outubro de 2020

O Aprendizado na Quarentena

 


Estamos a vários meses vivendo no isolamento!

 O aprendizado está sendo para todos. 

Mas particularmente eu.

 Estou tirando uma grande lição de tudo que está acontecendo no nosso planeta. 

Estou aprendendo a olhar o mundo com outros olhos; estou olhando as pessoas com mais amor e compaixão.

 Desejando que a paz entre em todos os lares, que o ser humano busque se humanizar mais. 

 Diante deste vírus que está reorganizando o planeta, que toda essa pandemia possa no final trazer amor e paz a humanidade, que juntos possamos nos dar as mãos para ajudar uns aos outros, sem distinção de cor ou raça.

 O distanciamento que estamos sendo obrigado a viver no decorrer desses meses, para uns está sendo um aprendizado, para outros momentos de tortura; para muitos uma oportunidade de refletir sobre a sua vida. 

A reflexão está levando alguns a buscar mudança na vida. 

Hoje conversando com uma amiga que contraiu o vírus e ficou em um hospital no isolamento por um período suficiente para refletir sobre as suas ações. 

Ela falou sobre o desejo de mudança. 

(Eu, acreditava que era carinhosa com as pessoas, que as tratavam bem, mas cheguei a uma conclusão, eu escolhia as que mereciam de acordo com a minha visão ser tratadas bem. Vi a minha incoerência diante do meu irmão o quanto era injusta e me sentia no direito de julgar o meu semelhante. Eu os julgava conforme era acolhida por cada uma delas. Hoje superada da covid19, mas trazendo comigo algumas sequelas; olho o meu semelhante com um olhar diferente do antes. Agradeço a Deus todos os dias pela oportunidade que Ele me deu em poder vê o próximo com um olhar diferente, poder sentir amor por todos a minha volta; sem escolher condições social, cor ou raça: hoje tenho consciência que todos somos iguais diante de Deus! Foi necessário fazer amizade com a morte para reconhecer o quanto fui inconsequente diante das minhas ações.”) 

Se todos refletíssemos diante das nossas atitudes o mundo seria mais leve e nós poderíamos viver na perfeita harmonia, olhando o nosso próximo com um olhar de bondade e de compreensão. 

Ajudando uns aos outros ao invés de apontar o dedo. 

Que este vírus nos ensine a viver em comunidade acolhendo e não afastando. Somando e não dividindo. 

Multiplicando e não subtraindo.

 Estava observando o comportamento das pessoas no trânsito a impaciência de cada uma delas, ninguém quer dar a vez para o outro, hoje ao dá seta para mudar de faixa o motorista acelerou para não permitir que eu passasse a sua frente; fiquei pensando o por que de alguém ter esse comportamento? 

Ficamos no isolamento distante das pessoas queridas; presos em nosso enclausuramento com tempo suficiente para refletimos sobre nós e as nossas atitudes, refletir sobre o nosso egoísmo.

 Com oportunidade de mudança para nos tornamos pessoas mais humana. 

 Olhando o próximo com mais ternura, com mais compreensão.

 Eu não vivi a quarentena, trabalhei todos os dias, mas tive a oportunidade de todos os dias agradecer a Deus pela vida; e procurar ser melhor pra mim e para o meu próximo.

 Hoje sempre que posso procuro corrigir os meus defeitos; usando a paciência, a bondade para com o meu semelhante.

 Procurando agradecer a Mãe Terra. 

 Direcionando a ela o meu olhar de gratidão por tudo que ela me oferece! 

As flores do campo os pássaros cantando,  a natureza sorrindo com a sua bela melodia, a brisa suave acariciando a nossa pela e nos refrescando do calor que nos aquece, o tapete oferecido pela grama para que possamos descansar sob a sobra de uma arvore. 

As arvores impondo a sua beleza e falando que estão ali presenciando a evolução do planeta e ajudando o ser humano a passar pela história de cada um deles.

 O covid19 me fez perceber o quanto precisamos de tão pouco para sermos felizes, e como a vida é maravilhosa quando deixamos de nos preocuparmos com o Ter  e buscamos a simplicidade da natureza junto com o Ser.

 Hoje vejo uma Marlene renovada que buscou a transformação, junto  com ela alcançou a transmutação. 

Um presente que não teria recebido sim não tivesse tirado um aprendizado e constituído uma nova faze da minha vida. A reconstrução foi necessária para nascer um novo Ser.

Um ser consciente de um novo amanhã, de um novo mundo. De uma humanidade renovada no amor e na paz. 

Gratidão pelo presente que o universo me proporcionou!

 

 

 

 

 

 




domingo, 19 de abril de 2020

Vivendo no Isolamento.

Dois mil e vinte, a expectativa de uma nova vida! Um ano repleto de novidades, muito trabalho e uma viravolta positiva na minha conta bancaria.
 Os primeiros meses foram maravilhosos, ansiosa pela chegada de março; mês da mulher; muitas palestras o mês prometia ser bem agitado.
 Palestras, programas de TV tudo que eu mais queria! 
Sabendo que com toda essa correria eu ia poder preencher os meus dias, esquecer a dor que transpassava o meu coração. 
Algo estava doendo dentro de mim e eu precisava ocupar o meu tempo ter acesso a uma adrenalina nova que mudasse o meu foco.
 Que permitisse voltar a sorrir, ver o brilho dos meus olhos como antes, ser aquela menina feliz que encantava a todos não importando a idade, mas a energia com a qual ela conseguia envolver as pessoas que dela se aproximavam. 
Essa era Eu! 
Cheia de vida, realizando os meus sonhos, conseguindo os meus objetivos fazendo amigos e a vida me surpreendendo; os meus dias cheios de esperança.
 Março chegou e com ele muitas atividades no decorrer do dia meu trabalho normal á noite palestras ou entrevistas em algum canal de TV. 
Eu estava muito empolgada nem lembrava que ele havia brincado com os meus sentimentos, me usando para os seu próprio beneficio. 
Só que no inicio do mês já começamos a ouvir o barulho do vírus se aproximando de nós, mas não levávamos tão a serio; tive a oportunidade de dar oito palestras do dia 04/03 ao 11/03 e recebendo mais convites fechando a agenda, três convites para a televisão estava muito feliz vendo o meu profissional crescendo, os meus sonhos se realizando!
 Obrigada meu Deus! 
Diante da decepção que eu havia passado o universo estava de alguma forma me recompensando e só podia ser na minha carreira a qual eu lutei tanto pra chegar a onde estou, mediante as lagrimas com as quais eu plantei nada mais justo do que colher com um sorriso. 
Imaginam a minha reação ao receber um convite para fazer um programa de TV? 
Ter o meu próprio programa poder expandir o meu trabalho ajudar muitas e muitas mulheres. Sinceramente?
 Eu nunca havia tido a ousadia de pensar que um dia, seria apresentadora de um programa de televisão. 
Fui pega de surpresa com um frio na barriga e o coração acelerado me faltou á respiração. 
Não sei se devo aceitar.
 Você tem certeza que eu vou dar conta do recado? Tenho perfil?
 Fiz todas essas perguntas na hora e a resposta era sim você tem garra, você é determinada você vai se sair muito bem.
 Bom se você está dizendo não sou eu que vou duvidar. 
Aceito! 
19 de março dei uma resposta positiva para o dono da TV. 
Conversamos e ficou decidido que logo iriamos estrear o programa, só que no dia seguinte fomos surpreendidos com a quarentena todos em casa sem poder se comunicar isolamento total.
 Palestras, programas cursos tudo sendo cancelado. 
O brasileiro sendo obrigado a se adaptar e aceitar um novo sistema de vida, pra nós que somos um povo acolhedor onde à alegria faz parte da nossa cultura viver isolado sem contato e sem o calor humano é uma experiência nova e dolorida.
 Acordar todos os dias sabendo que não pode sair de casa, não poder ter a presença dos seus familiares é muito triste.
 Mas é necessário para o nosso bem e do nosso semelhante.
 Precisamos ser reeducados para nos adaptar ao novo regime, que nos foi implantado, com muitos, veio á solidão, o medo à incerteza do amanhã, o não saber como será o seu futuro está levando muitos ao suicídio, outros tendo infarto, as mortes não estão acontecendo só pelo corona vírus. 
A mídia não se preocupa ao passar as noticias; o terror é levado aos lares, esquecendo que muitos idosos moram sozinhos e na sua solidão o que lhe resta é ver um programa de televisão, o qual poderia está lhe fazendo o bem descontraindo, mas as noticias exageradas lhe tiram a paz de espirito, levando-os ao desespero, ou mesmo ao óbito.
 É triste olhar para trás e ver quantas pessoas estão no isolamento crucial.
 Estamos sós, sem família sem amigos, todos a distancia por amor uns aos outros.
 Pela primeira vez na historia da humanidade esta acontecendo um isolamento social, um distanciamento em nome do bem estar e do amor ao próximo.
 Tenho consciência do quanto está afetando muitas pessoas principalmente no emocional, precisamos ser forte para manter o nosso equilíbrio, acreditando que no final sairemos deste vendaval com poucas sequelas, mas também tenho consciência do quanto se faz necessário á mudança em nossas atitudes, ter mais amor e compaixão pelo nosso irmão. 
Só quando aceitamos o próximo é que Deus se faz presente na nossa vida!
 A lição está sendo dada basta levamos o aprendizado para as nossas vidas; pondo em praticas todos os dias. 
Amando a todos sem distinção, dividindo o que temos com os mais necessitados.
 Mediante as nossas atitudes poderemos receber o diploma da faculdade do amor. A verdadeira faculdade; que Jesus nos deixou.
 O amor ao próximo! 
Olhar para a humanidade com ternura expandir a energia do amor é estar em sintonia com o nosso Criador.

domingo, 15 de março de 2020

Buscando a Perfeição.

Quando a nossa autoestima é baixa não aceitamos quem somos.
 Estamos sempre colocando defeito em nós mesmo, vivemos como se faltasse algo, nunca estamos satisfeito com o que temos, sempre queremos mais: necessitamos da aprovação de todos, nos criticamos em tudo que fazemos, estamos sempre buscando a perfeição; a nossa beleza não enxergamos, não deixamos a nossa inteligência se sobressair, sempre damos os méritos para alguém que esteja mais próximo, estamos sempre nos sentindo inferior a tudo e a todos.
Sofremos muito com essa falta de confiança e essa busca desesperada por aceitação.
 Os elogios!
 Colocamos em duvida.
 Mas gostamos deles, é uma forma de aumentar a nossa credibilidade diante dos nossos medos para conviver com a sociedade.
 Medos de fracassamos de sermos mal visto ou de sermos criticados pelas pessoas do nosso convívio.
 A necessidade de aprovação ocupa o numero um na lista das crenças irracionais.
Muitas pessoas sofrem pela ideia equivocada de, eu preciso da aprovação e aceitação das pessoas para ser feliz.
 Ela tem medo de sorrir para vida.
 Ela tem medo que o seu sorriso seja criticado, tem medo de se mostrar para o mundo, os nossos bloqueio são visíveis; como a necessidade de agradar a todos aqueles que estão próximos, mesmo sabendo que não vamos conseguir; agradar a todas as pessoas é um desafio que nunca iremos alcançar.
 Por que sabemos que cada pessoa tem seus próprios valores, não sendo melhores ou piores, apenas são diferentes.
 Por mais que nos esforcemos para agradar a todo mundo, não iremos conseguir; só deixaremos de sermos pessoas autênticas, o que criará grande ansiedade e até mesmo mais rejeição.
Rejeição pelo nosso corpo, sempre encontramos defeito nele, nada nos agrada querendo sempre mais.
 Rejeição pelas nossas atitudes, falar andar, sentar ou mesmo ajudar alguém diante da nossa situação é um desafio.
 Estamos sempre nos deparando com etapas que nem sempre serão como as desejamos, o nosso bem estar emocional sempre comprometido passando por alterações que nos desagrada.
Aceitar o que não podemos mudar é de vital importância para que possamos seguir em frente e assim transformar as nossas vidas.
 Lutar contra a realidade será um desgaste de energia inútil e prejudicial.
 Apenas partindo da aceitação podemos seguir em frente e ser feliz!
 Quando não toleramos uma situação nos fechamos e nos paralisamos diante das emoções acreditando que não podemos mudar a nossa vida.
 Os pensamentos negativos são gerados.
 Nada posso fazer para melhorar minha vida, sou uma pessoa infeliz; manifesta-se uma tendência para as lamentações e a vitimização, perdendo a esperança de dias melhores e um futuro cheio de possibilidade.
 Dentro da nossa necessidade de ser aceito perdemos grandes oportunidades de viver, quando poderíamos deixar de lado tudo que nos causa frustações.
 Mas nos fechamos perante a nova chance que a vida nos dar.
 Dentro do ciclo que vivemos, a violência doméstica os maltrato e a desvalorização que nos acompanha dia-a-dia somos levada a buscar desesperadamente pela aceitação, ou pelas migalhas de alguém que poderia ser amigo e companheiro, o silencio denuncia o quanto a nossa fala é insegura diante da sociedade.
 O medo de sermos rejeitadas não permite uma voz firme e imponente, mas ao contrario: uma voz tremula e insegura a onde nunca terá a oportunidade de ser ouvida.
 A multidão não vai parar para ouvir alguém que passa o medo e aflição.
 O seu grito é abafado pelos ruídos desorganizados barulhentos da sua mente fragilizada, onde durante anos foi implantada a sua incapacidade, e hoje somos chamada de desequilibrada ou louca para uma sociedade que nos cobra e nos acusa por um casamento que não deu certo.
Abri a nossa mente para a realidade, para novas possibilidades mesmo que o ambiente que nos cercam não seja como desejamos, mas não podemos deixar de viver e ir ao encontro da felicidade.
Todos o podemos mudar a nossa historia e com ela o nosso futuro!
 Só é necessário aceitar a nossa essência.
 E algo grandioso acontecera na nossa vida.

terça-feira, 24 de dezembro de 2019

Realização De Um Sonho!



Os dias foram passando e a vida da Malu se modificando, o trabalho preenchendo os seus dias. 
Ficava pouco tempo na casa dos pais á correria do dia-a-dia era grande: agora ela trabalhava em dois hospitais e com essa oportunidade estava recebendo um salario razoável, deu entrada em um apartamento.
 O apto dos seus sonhos! 
Teria que fazer um reforma para poder mudar e ter a tranquilidade que ela sempre desejou. 
Terminando a reforma ela mudou. Ao mudar a vida lhe ofereceu um presente. 
Conheceu alguém no hospital, um médico reformado, que, como ela estava no inicio da sua carreira os dois se apaixonaram e deram inicio a um lindo relacionamento. 
Eles viviam um para o outro, dividiam o seu tempo com o trabalho eram dois jovens apaixonados com o desejo de realizar o seus sonhos, crescerem na profissão.
 Depois de alguns meses eles resolveram morar juntos e ele que pagava aluguel se mudou para o apto da Malu.
 Dividindo as despesas começaram a economizar e juntar dinheiro para poder realizar o sonho que era o de poder viajar juntos. 
A vida dos dois era um verdadeiro paraíso eles se amavam e se entendiam a paz e a tranquilidade reinava naquele lar. 
O tempo passou, eles resolveram oficializar a relação; casaram-se passaram a lua de mel nas Ilhas Gregas.
 Ao voltarem da lua de mel a Malu descobriu que na vida deles tinha mais alguém, eles não estavam mais sozinhos naquela viagem alguém se aproximou e falou; eu quero fazer parte da vida de vocês, eu preciso de vocês para cuidar de mim!
 O Felipe não sabia o que fazer de tanta felicidade eles riam e choravam ao mesmo tempo agora eles tinham um bebe a vida mudou se eles já eram responsáveis, agora eles tinham consciência que a responsabilidade aumentou. Ser pai exige muita doação o Felipe cuidava da Malu como se ela fosse um bebe, atendia ao seu desejo; tratando-a como uma princesa.
 Ela agradecia a Deus todos os dias pela vida que ela levava: pra quem viveu dentro de um lar sufocado pela violência doméstica hoje ela estava vivendo em um céu, ela chegava a ter medo de um dia poder acordar daquele sonho! Os dias passando e a sua barriga crescendo a Thais pulando naquele ventre que ela escolheu para vir a esse mundo.
 Os amigos, vibrando com a chegada dela; o apto deles não tinha mais espaço para guardar os presentes que ganhavam: realmente ela não tinha duvidas Deus a ouviu nas horas de tristeza quando ela pedia a sua ajuda, tudo que ela pediu Ele deu; um marido maravilhoso, uma filha se aproximando para alegrar mais ainda aquele lar. 
Como ela tinha gratidão por tudo que estava recebendo do universo.
 E, o grande dia chegou!
 Nasceu a Thais!
 Uma menina linda, saudável com um sorriso encantador.
 Veio preenche a vida da Malu e do Felipe um casal de uma felicidade plena nunca vista antes, parecia mais um conto de fadas, Mas é uma realidade a vida dos dois. Esse conto de fadas aconteceu e acontece na cidade de Santo André, no ABC paulista.
 Eu chorei ao tomar conhecimento da historia dos dois, são poucos que tem a sorte de serem criados dentro de um lar abusivo e ter uma historia linda para contar. 
Quando a Malu me pediu para escrever a sua historia eu, sinceramente mim surpreendi, resolvi aceitar e ter um exemplo de superação. 
Poder falar de você Malu é um orgulho. 
Poder falar da sua historia e saber que pode surgir outras mulheres através do seu exemplo é gratificante.
 Parabéns dr.Felipe pelo marido e pai maravilhoso que você é. 
Parabéns pelo exemplo de profissional e homem que eu me orgulho em ser sua amiga!


terça-feira, 3 de setembro de 2019

Malu! Exemplo de Superação.

Hoje os pais não permitem que o jovem tenha espaço para o diálogo.
 Não permite que o seu lar tenha o equilíbrio do amor e do perdão, permitindo que a sabedoria seja uma fonte de proteção aos que convivem neste lar. 

Conheci a Malu. Fisioterapeuta excelente, moça bonita e educada encontrei no shopping, estava tomando um sorvete quando ela pediu licença para sentar na minha mesa, a praça de alimentação estava cheia não havia mesa desocupada, sorrir e falai para ela se sentir a vontade, sentou e demos inicio a uma agradável conversa, terminamos o sorvete pedimos uma água e continuamos conversando e dando risada, até que em um determinado momento surgiu alguém que havia acabado de comprar o meu livro me reconheceu e veio me pedir um autografo. 

Fiz uma dedicatória, agradeci a pessoa e ela foi embora feliz. 
A Malu ficou interessada pelo assunto sobre violência doméstica onde ela não perdeu a oportunidade de me confidenciar a sua triste infância, onde os pais viviam querendo matar um ao outro, esquecendo que a filha estava entre eles. 
A mãe uma psicóloga, o pai um alcoólatra: e ela uma vitima de pais doentes: a mãe frustrada por curar a todos menos ela. 
O pai afogando as mágoas na bebida por não ter coragem de tomar uma atitude em relação a um relacionamento desgastado, os dois se destruindo entre eles.
 A Malu cresceu presenciando os ataques que acontecia semanalmente dentro da sua casa, físico e verbal, foi uma criança com problemas de aceitação nas brigas eles a citavam como responsável pela continuação da relação. 

É o que acontece com 99% dos filhos de vitimas de violência, usam a desculpa que não se separam para não traumatizar os filhos quando a realidade é bem diferente. 

As brigas entre eles deixam os filhos com sérios problemas psicológicos. 

Muitos não percebem que o desrespeito, à falta de amor entre ambos os levam a criarem jovens revoltados e ausentes, muitos se distanciando dos estudos não tendo animo para ter uma vida saudável, com sucesso nos estudos ou no trabalho.
 A Malu crescendo neste ambiente de desarmonia foi madura o suficiente para decidir seguir em frente e fazer a sua vida tomar caminho diferente, ela buscou refugio nos estudos se dedicando, ela sabia que poderia ter uma historia diferente, podia trabalhar e sai da casa dos pais e ter a sua vida: longe dali iria ser feliz a sua maneira é obvio. Terminou o ensino médio prestou vestibular passou e foi fazer fisioterapia mergulhou de cabeça não podia perder a oportunidade de ter a sua independência. 
Ela não tinha duvidas que através do trabalho, encontrará tudo que não teve no convívio com os pais. O essencial a paz que nunca teve. 
A paz que tanto desejou! 
Quantas vezes ela acordava ouvindo os gritos dos pais um agredindo o outro com ameaças e vocabulário de baixos escalões, eram palavras que feria a moral de ambos e em meio a esse vendaval ela conseguia sobreviver.
 Era uma verdadeira tempestade a sua casa parecia mais um campo de batalha onde quem fosse mais forte sairia com vida. 
Uma pergunta que não saia da sua mente. Como alguém que é profissional ganha á vida resolvendo os problemas de outras pessoas tem uma vida tão perturbada? 
Como ela consegue ajudar alguém se não consegue ajudar a si mesmo? A mãe tinha um desequilíbrio visível, um emocional perturbado como conseguia trabalhar na área da saúde sem deixar transparecer a sua fragilidade era tudo muito louco pra mim!
 Quanto mais eu avançava na faculdade mais as perguntas me atormentavam. 

Quanto mais conhecimento eu buscava mais perguntas me vinham á mente. Eram perguntas sem respostas! 
Terminei a minha faculdade. 

Durante o período de estagio nos hospitais presenciei muita dor, pessoas entubadas com patologias complicadas, doenças irreversível, familiares sofrendo pelos seus entes queridos e a minha casa sendo destruída por quem deveria cuidar dela.
 Os meus pais pareciam dois loucos não tinham controle sobre as suas emoções, e eu em meio aquele vendaval não sabia o que fazer. 
Como eu tinha vontade de mudar ter a minha casa onde eu poderia ter paz, poder chegar do trabalho ouvir uma musica ler um livro me deliciar com o silencio do meu aconchego esse era o meu sonho e com ele a certeza que iria conseguir.
 Os meus objetivos eu irei alcançar sou determinada e sei o que quero da vida, foi o que a Malu pensou naquele momento. 
Dali por diante ela não parou mais, foi uma buscar incansável a procura de um emprego, o que ela mais queria conseguiu, trabalho em um hospital!
 Agora ela podia pensar um ter o seu apto. 
Era a realização de um sonho, o inicio da sua liberdade, o resgate de uma vida perseguida pela violência doméstica, a falta de amor ou respeito entre dois ser humano que são seus pais e ela tinha amor por eles, independentemente da vida que lhe foi oferecida havia muito amor e gratidão no coração da Malu.