domingo, 19 de abril de 2020

Vivendo no Isolamento.

Dois mil e vinte, a expectativa de uma nova vida! Um ano repleto de novidades, muito trabalho e uma viravolta positiva na minha conta bancaria.
 Os primeiros meses foram maravilhosos, ansiosa pela chegada de março; mês da mulher; muitas palestras o mês prometia ser bem agitado.
 Palestras, programas de TV tudo que eu mais queria! 
Sabendo que com toda essa correria eu ia poder preencher os meus dias, esquecer a dor que transpassava o meu coração. 
Algo estava doendo dentro de mim e eu precisava ocupar o meu tempo ter acesso a uma adrenalina nova que mudasse o meu foco.
 Que permitisse voltar a sorrir, ver o brilho dos meus olhos como antes, ser aquela menina feliz que encantava a todos não importando a idade, mas a energia com a qual ela conseguia envolver as pessoas que dela se aproximavam. 
Essa era Eu! 
Cheia de vida, realizando os meus sonhos, conseguindo os meus objetivos fazendo amigos e a vida me surpreendendo; os meus dias cheios de esperança.
 Março chegou e com ele muitas atividades no decorrer do dia meu trabalho normal á noite palestras ou entrevistas em algum canal de TV. 
Eu estava muito empolgada nem lembrava que ele havia brincado com os meus sentimentos, me usando para os seu próprio beneficio. 
Só que no inicio do mês já começamos a ouvir o barulho do vírus se aproximando de nós, mas não levávamos tão a serio; tive a oportunidade de dar oito palestras do dia 04/03 ao 11/03 e recebendo mais convites fechando a agenda, três convites para a televisão estava muito feliz vendo o meu profissional crescendo, os meus sonhos se realizando!
 Obrigada meu Deus! 
Diante da decepção que eu havia passado o universo estava de alguma forma me recompensando e só podia ser na minha carreira a qual eu lutei tanto pra chegar a onde estou, mediante as lagrimas com as quais eu plantei nada mais justo do que colher com um sorriso. 
Imaginam a minha reação ao receber um convite para fazer um programa de TV? 
Ter o meu próprio programa poder expandir o meu trabalho ajudar muitas e muitas mulheres. Sinceramente?
 Eu nunca havia tido a ousadia de pensar que um dia, seria apresentadora de um programa de televisão. 
Fui pega de surpresa com um frio na barriga e o coração acelerado me faltou á respiração. 
Não sei se devo aceitar.
 Você tem certeza que eu vou dar conta do recado? Tenho perfil?
 Fiz todas essas perguntas na hora e a resposta era sim você tem garra, você é determinada você vai se sair muito bem.
 Bom se você está dizendo não sou eu que vou duvidar. 
Aceito! 
19 de março dei uma resposta positiva para o dono da TV. 
Conversamos e ficou decidido que logo iriamos estrear o programa, só que no dia seguinte fomos surpreendidos com a quarentena todos em casa sem poder se comunicar isolamento total.
 Palestras, programas cursos tudo sendo cancelado. 
O brasileiro sendo obrigado a se adaptar e aceitar um novo sistema de vida, pra nós que somos um povo acolhedor onde à alegria faz parte da nossa cultura viver isolado sem contato e sem o calor humano é uma experiência nova e dolorida.
 Acordar todos os dias sabendo que não pode sair de casa, não poder ter a presença dos seus familiares é muito triste.
 Mas é necessário para o nosso bem e do nosso semelhante.
 Precisamos ser reeducados para nos adaptar ao novo regime, que nos foi implantado, com muitos, veio á solidão, o medo à incerteza do amanhã, o não saber como será o seu futuro está levando muitos ao suicídio, outros tendo infarto, as mortes não estão acontecendo só pelo corona vírus. 
A mídia não se preocupa ao passar as noticias; o terror é levado aos lares, esquecendo que muitos idosos moram sozinhos e na sua solidão o que lhe resta é ver um programa de televisão, o qual poderia está lhe fazendo o bem descontraindo, mas as noticias exageradas lhe tiram a paz de espirito, levando-os ao desespero, ou mesmo ao óbito.
 É triste olhar para trás e ver quantas pessoas estão no isolamento crucial.
 Estamos sós, sem família sem amigos, todos a distancia por amor uns aos outros.
 Pela primeira vez na historia da humanidade esta acontecendo um isolamento social, um distanciamento em nome do bem estar e do amor ao próximo.
 Tenho consciência do quanto está afetando muitas pessoas principalmente no emocional, precisamos ser forte para manter o nosso equilíbrio, acreditando que no final sairemos deste vendaval com poucas sequelas, mas também tenho consciência do quanto se faz necessário á mudança em nossas atitudes, ter mais amor e compaixão pelo nosso irmão. 
Só quando aceitamos o próximo é que Deus se faz presente na nossa vida!
 A lição está sendo dada basta levamos o aprendizado para as nossas vidas; pondo em praticas todos os dias. 
Amando a todos sem distinção, dividindo o que temos com os mais necessitados.
 Mediante as nossas atitudes poderemos receber o diploma da faculdade do amor. A verdadeira faculdade; que Jesus nos deixou.
 O amor ao próximo! 
Olhar para a humanidade com ternura expandir a energia do amor é estar em sintonia com o nosso Criador.

domingo, 15 de março de 2020

Buscando a Perfeição.

Quando a nossa autoestima é baixa não aceitamos quem somos.
 Estamos sempre colocando defeito em nós mesmo, vivemos como se faltasse algo, nunca estamos satisfeito com o que temos, sempre queremos mais: necessitamos da aprovação de todos, nos criticamos em tudo que fazemos, estamos sempre buscando a perfeição; a nossa beleza não enxergamos, não deixamos a nossa inteligência se sobressair, sempre damos os méritos para alguém que esteja mais próximo, estamos sempre nos sentindo inferior a tudo e a todos.
Sofremos muito com essa falta de confiança e essa busca desesperada por aceitação.
 Os elogios!
 Colocamos em duvida.
 Mas gostamos deles, é uma forma de aumentar a nossa credibilidade diante dos nossos medos para conviver com a sociedade.
 Medos de fracassamos de sermos mal visto ou de sermos criticados pelas pessoas do nosso convívio.
 A necessidade de aprovação ocupa o numero um na lista das crenças irracionais.
Muitas pessoas sofrem pela ideia equivocada de, eu preciso da aprovação e aceitação das pessoas para ser feliz.
 Ela tem medo de sorrir para vida.
 Ela tem medo que o seu sorriso seja criticado, tem medo de se mostrar para o mundo, os nossos bloqueio são visíveis; como a necessidade de agradar a todos aqueles que estão próximos, mesmo sabendo que não vamos conseguir; agradar a todas as pessoas é um desafio que nunca iremos alcançar.
 Por que sabemos que cada pessoa tem seus próprios valores, não sendo melhores ou piores, apenas são diferentes.
 Por mais que nos esforcemos para agradar a todo mundo, não iremos conseguir; só deixaremos de sermos pessoas autênticas, o que criará grande ansiedade e até mesmo mais rejeição.
Rejeição pelo nosso corpo, sempre encontramos defeito nele, nada nos agrada querendo sempre mais.
 Rejeição pelas nossas atitudes, falar andar, sentar ou mesmo ajudar alguém diante da nossa situação é um desafio.
 Estamos sempre nos deparando com etapas que nem sempre serão como as desejamos, o nosso bem estar emocional sempre comprometido passando por alterações que nos desagrada.
Aceitar o que não podemos mudar é de vital importância para que possamos seguir em frente e assim transformar as nossas vidas.
 Lutar contra a realidade será um desgaste de energia inútil e prejudicial.
 Apenas partindo da aceitação podemos seguir em frente e ser feliz!
 Quando não toleramos uma situação nos fechamos e nos paralisamos diante das emoções acreditando que não podemos mudar a nossa vida.
 Os pensamentos negativos são gerados.
 Nada posso fazer para melhorar minha vida, sou uma pessoa infeliz; manifesta-se uma tendência para as lamentações e a vitimização, perdendo a esperança de dias melhores e um futuro cheio de possibilidade.
 Dentro da nossa necessidade de ser aceito perdemos grandes oportunidades de viver, quando poderíamos deixar de lado tudo que nos causa frustações.
 Mas nos fechamos perante a nova chance que a vida nos dar.
 Dentro do ciclo que vivemos, a violência doméstica os maltrato e a desvalorização que nos acompanha dia-a-dia somos levada a buscar desesperadamente pela aceitação, ou pelas migalhas de alguém que poderia ser amigo e companheiro, o silencio denuncia o quanto a nossa fala é insegura diante da sociedade.
 O medo de sermos rejeitadas não permite uma voz firme e imponente, mas ao contrario: uma voz tremula e insegura a onde nunca terá a oportunidade de ser ouvida.
 A multidão não vai parar para ouvir alguém que passa o medo e aflição.
 O seu grito é abafado pelos ruídos desorganizados barulhentos da sua mente fragilizada, onde durante anos foi implantada a sua incapacidade, e hoje somos chamada de desequilibrada ou louca para uma sociedade que nos cobra e nos acusa por um casamento que não deu certo.
Abri a nossa mente para a realidade, para novas possibilidades mesmo que o ambiente que nos cercam não seja como desejamos, mas não podemos deixar de viver e ir ao encontro da felicidade.
Todos o podemos mudar a nossa historia e com ela o nosso futuro!
 Só é necessário aceitar a nossa essência.
 E algo grandioso acontecera na nossa vida.

terça-feira, 24 de dezembro de 2019

Realização De Um Sonho!



Os dias foram passando e a vida da Malu se modificando, o trabalho preenchendo os seus dias. 
Ficava pouco tempo na casa dos pais á correria do dia-a-dia era grande: agora ela trabalhava em dois hospitais e com essa oportunidade estava recebendo um salario razoável, deu entrada em um apartamento.
 O apto dos seus sonhos! 
Teria que fazer um reforma para poder mudar e ter a tranquilidade que ela sempre desejou. 
Terminando a reforma ela mudou. Ao mudar a vida lhe ofereceu um presente. 
Conheceu alguém no hospital, um médico reformado, que, como ela estava no inicio da sua carreira os dois se apaixonaram e deram inicio a um lindo relacionamento. 
Eles viviam um para o outro, dividiam o seu tempo com o trabalho eram dois jovens apaixonados com o desejo de realizar o seus sonhos, crescerem na profissão.
 Depois de alguns meses eles resolveram morar juntos e ele que pagava aluguel se mudou para o apto da Malu.
 Dividindo as despesas começaram a economizar e juntar dinheiro para poder realizar o sonho que era o de poder viajar juntos. 
A vida dos dois era um verdadeiro paraíso eles se amavam e se entendiam a paz e a tranquilidade reinava naquele lar. 
O tempo passou, eles resolveram oficializar a relação; casaram-se passaram a lua de mel nas Ilhas Gregas.
 Ao voltarem da lua de mel a Malu descobriu que na vida deles tinha mais alguém, eles não estavam mais sozinhos naquela viagem alguém se aproximou e falou; eu quero fazer parte da vida de vocês, eu preciso de vocês para cuidar de mim!
 O Felipe não sabia o que fazer de tanta felicidade eles riam e choravam ao mesmo tempo agora eles tinham um bebe a vida mudou se eles já eram responsáveis, agora eles tinham consciência que a responsabilidade aumentou. Ser pai exige muita doação o Felipe cuidava da Malu como se ela fosse um bebe, atendia ao seu desejo; tratando-a como uma princesa.
 Ela agradecia a Deus todos os dias pela vida que ela levava: pra quem viveu dentro de um lar sufocado pela violência doméstica hoje ela estava vivendo em um céu, ela chegava a ter medo de um dia poder acordar daquele sonho! Os dias passando e a sua barriga crescendo a Thais pulando naquele ventre que ela escolheu para vir a esse mundo.
 Os amigos, vibrando com a chegada dela; o apto deles não tinha mais espaço para guardar os presentes que ganhavam: realmente ela não tinha duvidas Deus a ouviu nas horas de tristeza quando ela pedia a sua ajuda, tudo que ela pediu Ele deu; um marido maravilhoso, uma filha se aproximando para alegrar mais ainda aquele lar. 
Como ela tinha gratidão por tudo que estava recebendo do universo.
 E, o grande dia chegou!
 Nasceu a Thais!
 Uma menina linda, saudável com um sorriso encantador.
 Veio preenche a vida da Malu e do Felipe um casal de uma felicidade plena nunca vista antes, parecia mais um conto de fadas, Mas é uma realidade a vida dos dois. Esse conto de fadas aconteceu e acontece na cidade de Santo André, no ABC paulista.
 Eu chorei ao tomar conhecimento da historia dos dois, são poucos que tem a sorte de serem criados dentro de um lar abusivo e ter uma historia linda para contar. 
Quando a Malu me pediu para escrever a sua historia eu, sinceramente mim surpreendi, resolvi aceitar e ter um exemplo de superação. 
Poder falar de você Malu é um orgulho. 
Poder falar da sua historia e saber que pode surgir outras mulheres através do seu exemplo é gratificante.
 Parabéns dr.Felipe pelo marido e pai maravilhoso que você é. 
Parabéns pelo exemplo de profissional e homem que eu me orgulho em ser sua amiga!


terça-feira, 3 de setembro de 2019

Malu! Exemplo de Superação.

Hoje os pais não permitem que o jovem tenha espaço para o diálogo.
 Não permite que o seu lar tenha o equilíbrio do amor e do perdão, permitindo que a sabedoria seja uma fonte de proteção aos que convivem neste lar. 

Conheci a Malu. Fisioterapeuta excelente, moça bonita e educada encontrei no shopping, estava tomando um sorvete quando ela pediu licença para sentar na minha mesa, a praça de alimentação estava cheia não havia mesa desocupada, sorrir e falai para ela se sentir a vontade, sentou e demos inicio a uma agradável conversa, terminamos o sorvete pedimos uma água e continuamos conversando e dando risada, até que em um determinado momento surgiu alguém que havia acabado de comprar o meu livro me reconheceu e veio me pedir um autografo. 

Fiz uma dedicatória, agradeci a pessoa e ela foi embora feliz. 
A Malu ficou interessada pelo assunto sobre violência doméstica onde ela não perdeu a oportunidade de me confidenciar a sua triste infância, onde os pais viviam querendo matar um ao outro, esquecendo que a filha estava entre eles. 
A mãe uma psicóloga, o pai um alcoólatra: e ela uma vitima de pais doentes: a mãe frustrada por curar a todos menos ela. 
O pai afogando as mágoas na bebida por não ter coragem de tomar uma atitude em relação a um relacionamento desgastado, os dois se destruindo entre eles.
 A Malu cresceu presenciando os ataques que acontecia semanalmente dentro da sua casa, físico e verbal, foi uma criança com problemas de aceitação nas brigas eles a citavam como responsável pela continuação da relação. 

É o que acontece com 99% dos filhos de vitimas de violência, usam a desculpa que não se separam para não traumatizar os filhos quando a realidade é bem diferente. 

As brigas entre eles deixam os filhos com sérios problemas psicológicos. 

Muitos não percebem que o desrespeito, à falta de amor entre ambos os levam a criarem jovens revoltados e ausentes, muitos se distanciando dos estudos não tendo animo para ter uma vida saudável, com sucesso nos estudos ou no trabalho.
 A Malu crescendo neste ambiente de desarmonia foi madura o suficiente para decidir seguir em frente e fazer a sua vida tomar caminho diferente, ela buscou refugio nos estudos se dedicando, ela sabia que poderia ter uma historia diferente, podia trabalhar e sai da casa dos pais e ter a sua vida: longe dali iria ser feliz a sua maneira é obvio. Terminou o ensino médio prestou vestibular passou e foi fazer fisioterapia mergulhou de cabeça não podia perder a oportunidade de ter a sua independência. 
Ela não tinha duvidas que através do trabalho, encontrará tudo que não teve no convívio com os pais. O essencial a paz que nunca teve. 
A paz que tanto desejou! 
Quantas vezes ela acordava ouvindo os gritos dos pais um agredindo o outro com ameaças e vocabulário de baixos escalões, eram palavras que feria a moral de ambos e em meio a esse vendaval ela conseguia sobreviver.
 Era uma verdadeira tempestade a sua casa parecia mais um campo de batalha onde quem fosse mais forte sairia com vida. 
Uma pergunta que não saia da sua mente. Como alguém que é profissional ganha á vida resolvendo os problemas de outras pessoas tem uma vida tão perturbada? 
Como ela consegue ajudar alguém se não consegue ajudar a si mesmo? A mãe tinha um desequilíbrio visível, um emocional perturbado como conseguia trabalhar na área da saúde sem deixar transparecer a sua fragilidade era tudo muito louco pra mim!
 Quanto mais eu avançava na faculdade mais as perguntas me atormentavam. 

Quanto mais conhecimento eu buscava mais perguntas me vinham á mente. Eram perguntas sem respostas! 
Terminei a minha faculdade. 

Durante o período de estagio nos hospitais presenciei muita dor, pessoas entubadas com patologias complicadas, doenças irreversível, familiares sofrendo pelos seus entes queridos e a minha casa sendo destruída por quem deveria cuidar dela.
 Os meus pais pareciam dois loucos não tinham controle sobre as suas emoções, e eu em meio aquele vendaval não sabia o que fazer. 
Como eu tinha vontade de mudar ter a minha casa onde eu poderia ter paz, poder chegar do trabalho ouvir uma musica ler um livro me deliciar com o silencio do meu aconchego esse era o meu sonho e com ele a certeza que iria conseguir.
 Os meus objetivos eu irei alcançar sou determinada e sei o que quero da vida, foi o que a Malu pensou naquele momento. 
Dali por diante ela não parou mais, foi uma buscar incansável a procura de um emprego, o que ela mais queria conseguiu, trabalho em um hospital!
 Agora ela podia pensar um ter o seu apto. 
Era a realização de um sonho, o inicio da sua liberdade, o resgate de uma vida perseguida pela violência doméstica, a falta de amor ou respeito entre dois ser humano que são seus pais e ela tinha amor por eles, independentemente da vida que lhe foi oferecida havia muito amor e gratidão no coração da Malu.

sábado, 23 de fevereiro de 2019

Direito a Liberdade.

Dentro de um mundo onde a violência contra a mulher aumenta todos os dias podemos ver que os jovens estão em choque, perdendo os valores da família não tendo uma referencia para a sua evolução, crescendo em lares desequilibrado sem uma estrutura, faltando à base principal da harmonia e da serenidade que é necessário para uma família saudável.
 Os jovens precisam de um ambiente equilibrado para desenvolverem o seu aprendizado na escola da vida, sem os pais para lhe dar uma orientação sobre o certo ou o errado fica difícil para eles se encontrarem ou descobrirem a sua essência, nós pais não sabemos o quanto prejudicamos os nossos filhos dentro da guerra que travamos um contra o outro, na maioria das vezes entorpecidos no nosso egoísmo ou no nosso medo não enxergamos o pavor que esta nos olhos dos nossos filhos, eles estão gritando por socorro, mas nos passa despercebido.

 Nós mulheres vivemos nos preocupando com a reação do nosso companheiro e esquecemos que colocamos filhos no mundo que precisam ser educados e orientados para a vida, somos tão desprovidas de forças que não temos reação diante do seu apelo, damos tanta importância a nossa dor que não olhamos para a dor dos nossos filhos paralisados com as senas que testemunham todos os dias.

Muitos jovens se trancam no seu quarto para não ouvir os gritos que ecoam casa adentro atravessando as paredes e aterrorizando a sua alma, com a força de destruir todos os seus sonhos.

 Sonhos de uma vida melhor.
Sonhos de viver em um lar tranquilo, estável, longe de agressões.

 Agressões que tem o poder de lhes tirar a paz de espirito, onde eles presenciam o fracasso da relação dos pais.
Onde perderam o equilíbrio e a chance de um relacionamento estável e sólido.

Perdidos em um mundo de imaginação deixaram que o ciúme,  destruísse um relacionamento que tinha tudo para dar certo e esqueceram que os filhos seriam as maiores vitimas.

 Vitimas inocente que estão vivendo um holocausto onde a paz estar sendo exterminada, a esperança está sendo sufocada pelo medo.

 Expectativa de um futuro promissor já não existe, a incerteza toma conta deles, não sabem ate quando os seus pais permanecerão juntos, mas eles se perguntam.
Por que não se separam?
 Vivem sobre o mesmo teto, no entanto não passam de dois inimigos onde um não suporta olha para o outro.
 O lar que deveria ser um ambiente de segurança, não passa de um campo de guerra onde todos os dias é traçada uma violenta batalha entre os dois, os tiros que são dados infelizmente acertam os filhos com um estrago emocional prejudicando muitas vezes o seu desenvolvimento na escola, no trabalho ou mesmo na vida social, diante do quadro de violência que é estabelecido dentro da sua família eles estão preferindo viverem mais fora de casa, do que em convívio com os mesmos, lá fora eles estão buscando a paz que não é encontrada entre os seus, o ambiente é pesado e insuportável às provocações surge aleatoriamente entre os dois.

 A hierarquia que seria uma forma de priorizar e dar sustentação a família onde o pai seria respeitado e ouvido por todos, não é do conhecimento de uma família emocionalmente desajustada pela violência domestica, infelizmente os valores foram esquecidos no tempo e as famílias se perderam ao longo dos anos as circunstâncias vão se agravando; conforme o tempo vai passando.

 Os pais não tem consciência que estão levando os seus filhos para um abismo.
Um abismo sem volta!
 Perdidos em meio a um furacão desordenado, uma sociedade que os acusam e responsabilizam pelo desajuste familiar, não se preocupando em refletir e observar a sua base de formação, simplesmente os julgam pela aparência.

São jovens carentes e despreparados para enfrentarem uma realidade assustadora que a cada dia esta tomando mais espaço e se infiltrando nas famílias, a violência doméstica a cada dia está crescendo e aumentando o índice de casais envolvidos neste ciclo que parece não ter mais fim, comprometendo toda uma estrutura familiar.

Qual o jovem que não quer ter uma família com base firme onde ele pode encontra o equilíbrio, a segurança, ter o apoio dos pais nos momentos de medo, de insegurança quando são testados na balança da vida e buscam a mão firme do pai para lhe dar sustentação enquanto sobe à escada que os levam a plataforma onde serão preparados e lançados para voar e conhecerem a magia de uma vida plena e saudável; sentindo a emoção de descobrir os segredos da liberdade.

Sonhar com a liberdade é um direito de todo ser humano: independente da idade, da cor, da raça ou do sexo.
Todos deveriam ser beneficiados com ela, mas dentro de um lar abusivo as vitimas são privadas do direito de se manifestarem, a sua opinião não prevalece e nem é ouvida pelos demais o agressor sufoca cada membro daquela família só ele tem o direito de agir de acordo com a sua própria vontade.
 Liberdade é a independência do ser humano, o poder de ter autonomia que lhe foi roubado, não lhe dando o direito de argumentar. O jovem tem sim sabedoria para expor a sua opinião e ser ouvido com respeito e admiração.

domingo, 3 de fevereiro de 2019

Convivendo com a Violência Doméstica.

Contar uma nova historia é poder presenciar um novo tempo.
 Um tempo de harmonia, onde o amor á compreensão entre as famílias vão poder prevalecer, onde o sorriso se faria presente no dia-a-dia levando os jovens a um equilíbrio emocional, a uma segurança no seu lar, presenciando o equilíbrio entra os pais.

Sentindo que o amor está presente na vida deles, o sorriso sendo uma marca espontânea levando a família a uma verdadeira inteiração.
 Esse é o sonho de alguns jovens com o quais eu conversei sobre a violência doméstica em suas casas. “Como gastaríamos de poder chegar á nossa casa e encontra um ambiente de paz e harmonia entre os nossos pais, mas é o contrario presenciamos entre eles, brigas e mais brigas onde um quer destruir o outro”.

 Pergunto-me?

 Pra que viverem juntos se não se suportam mais?

 Esse é o dilema de muitos jovens que vivem dentro de um ciclo de violência doméstica, e não perdoam os pais pela falta de respeito estre ambos.
 Levando-os a conviverem com o seu desamor, onde muitas vezes eles não conseguem separa o pai do agressor ou a mãe da mulher frágil, sem respeito por si mesmo, sem amor próprio, aceitando as imposições do homem que se diz seu marido.

 Entre eles não há nível intelectual, eles zeram na baixaria.

 Palavras, de um jovem da classe media, cursando uma faculdade e sonhando em poder ter o seu próprio apartamento, poder sai do hospício que é a casa dos pais, ter a oportunidade de poder chegar do trabalho e me sentir dentro de um ambiente onde existe paz e tranquilidade podendo descansar e recarregar as nossas energias para o dia seguinte.

 Dentro da casa dos pais é só estresse enfrento um dia de trabalho, faculdade, chegando a minha á casa o ring dos meus pais é constante não dar para conciliar um ambiente de paz e harmonia, querendo descansar, buscar equilíbrio para o dia seguinte isso é fundamental, mas o desenrolar do dia a dia com os meus pais é impossível.

 São essas as reclamações dos jovens filhos da violência domésticas que vivem sonhando com a união entre os pais.

 União que nunca vai acontecer se os dois não tiverem consciência do mal que estão causando aos seus filhos, colocando um freio na luta diária entre eles e buscando uma ajuda profissional pelo bem de todos.

 Se nós pais e mães tivéssemos a capacidade para entender o mal que causamos dentro do nosso lar com a nossa falta de respeito para com os nossos jovens forçando a conviverem com o nosso desequilíbrio emocional e acreditando que eles são o motivo de continuamos dentro de um relacionamento doentio.
 Sim, usamos sempre essa desculpa e com total convicção.

 Não me separo por causa dos meus filhos.

 Hoje tendo superado o ciclo e podendo ajudar muitas mulheres reconheço o quanto somos omissa e colaboramos dentro da nossa dor, com a dor dos nossos filhos, mesmo inconsciente do mal que causamos a eles.

 É difícil para uma mãe assumir a responsabilidade de ter causado a dor do seu filho, o pai dificilmente vai assumir que colaborou com o desequilíbrio da família.

 Mas por mais cruel que seja a verdade nós somos os responsáveis por tudo que a eles acontecem, temos casos de jovens que tentaram suicídios levados pelos desesperos de presenciar todos os dias as brigas dos pais.

 Infelizmente a violência está aumentando em todas as classes sociais independente do nível social ou da formação acadêmica ela está proliferando cada dia mais nas nossas famílias.

 É como uma epidemia que se  alastrou nos lares, nas cidades e nos campos aonde tem uma família tem violência doméstica, tem jovens presos a angustia, a dor de presenciar a guerra dos pais.

 Não importa se é violência física, sexual, psicológica, moral ou patrimonial os filhos se tornam parte da bilheteria mesmo contra a sua vontade.

 São obrigados a sentar na poltrona e assistir o espetáculo.

Hoje vejo uma única saída a qual já mencionei tantas vezes.

Uma ajuda profissional buscando nos conhecer e assumindo a nossa responsabilidade, assim alcançaremos a nossa evolução.

 Procurando viver com o objetivo de nos ajudar e ajudar tantas outras mulheres e jovens perdidos na ânsia de se encontrarem buscam caminhos diferentes que os levam ao perigo.

O perdão a limpeza das nossas memorias mudaria toda uma historia de dor e fracasso que ao longo dos anos nos levou ao desequilíbrio emocional.

 Mudaria a historia nos trazendo o equilíbrio e transformando a dor em alegria onde todos seriam favorecidos com um lar protegido pela harmonia e paz.

 O perdão enaltece o ser humano permitindo a sua evolução espiritual e material, reconhecendo a nossa humildade.

domingo, 30 de setembro de 2018

Medo e lagrimas no Olhar.

Dando palestras nas escolas para turma do ensino médio, puder ver a falta de esperança nos olhos de cada adolescente, o desespero, o medo que estava visível no seu semblante, era nítido em alguns rostos.
 Eles se destacavam aos demais, com lagrimas nos olhos ou tristeza na expressão, mostrando que eles são vitimas da violência doméstica, que nas suas casas não é diferente do que acontecia na minha casa há uns anos atras. Levando os meus filhos a carregarem a mesma expressão.
 Que ali está presente à falta de amor, de respeito de harmonia para um com os outros.

 Que na sua casa se vive de aparência, mostrando para a sociedade que é feliz, mas as brigas são constantes, as agressões físicas ou verbais estão presentes no dia-a-dia, á mãe finge que é feliz o pai demostra a sua insatisfação passando o maior tempo fora de casa.

 Muitos bebendo ou jogando para abafar a suas magoas, a mãe destruindo sua alta-estima, reclamando da vida e descarregando a falta de sorte nos seus filhos, os responsabilizando pela vida que está levando permitindo que o peso da sua insatisfação seja jogado nos ombros dos seus jovens.

Esquecendo que são crianças; precisam de apoio, de amor dos pais; e não de um dedo apontado em sua direção.
Pude ver no rosto de cada adolescente um pedido de socorro o qual me cortava o coração.

 Fui procurada por uma jovem de 17 anos, carente e abandonada pela mãe, tudo que ela mais queria era ter uma mãe presente, ser amada compreendida e aceita por aquela que um dia lhe deu a vida, mas o que ela tem é a indiferença da sua mãe.

Essa menina busca carinho em cada ser humano que ela encontra, e que lhe dar atenção; puder sentir o quanto ela é responsável uma menina de 17 anos com a maturidade de 30 anos, carregando nos ombros a responsabilidade de cuidar da irmã que também vive aos 14 anos o abandono da mãe.

 Ela trabalha estuda e a sua maior preocupação é a irmã.
 Fico me perguntando.
O que esta mãe está perdendo se distanciando das filhas?
Será que ela encontra em um companheiro o que poderia encontra na companhia das filhas?
Ou poderia conciliar os dois amores e serem felizes todos juntos dentro de um lar voltado para a paz. Mas também me pergunto.
Como ela pode oferecer algo que não tem?
 Como é difícil entender a dor do ser humano, aqueles jovens buscam o que os pais não têm para lhe oferecer.
 E a cada dia a violência doméstica vai aumentando e destruindo as famílias.

 Naquela palestra fui levar uma esperança para cada jovem e mostrar que há solução desde que aceitamos a ajuda de profissionais, desde que aspiremos sair deste, ciclo de violência, buscando uma terapia que vai ajudar a aliviar o peso que está sendo carregado por eles.

 Muitos carregam a responsabilidade pelo desamor que existem nas suas casas.

Mostrei que precisamos de muito amor e compreensão para mudar esse senário, por que é disso que mais precisamos dentro da nossas casas, o amor o carinho constrói famílias e dá equilíbrio aos nossos filhos, que eles não devem levar dentro de si o desamor que lhes foi passado pelos seus pais; que eles podem construir famílias felizes, abortando tudo que aprenderam de negativo dos seus pais.

Que são capazes de darem amor e carinho para os seus filhos e cuidarem bem das suas esposas.
 Não permitam que os desamores que lhe foram ensinados os levem o darem continuidades nas suas vidas.
Eles podem mudar a sua historia.
 Eles podem e devem construir uma nova historia para as suas vidas.
 Uma historia de amor, de equilíbrio e de paz, permitindo que a felicidade reine nos seus lares, e com certeza terão filhos para contarem uma historia com um final diferente da deles.

Vejo jovens com os olhos lacrimejando, mas também posso ver um brilho de esperança no olhar de alguns e é esse brilho que me dar forças para continuar com o meu trabalho conscientizando os jovens a ver os pais com os olhos da compaixão são pessoas doente que não sabem o quanto precisam de ajuda; dentro da sua enfermidade não ver que estão descarregando o seu lixo na vida dos filhos que são as maiores vitimas.
Criando filhos com magoa e rancor levando os jovens a olharem para o mundo sem expectativa não acreditando no amanhã se olhando no espelho dos pais, vendo seu herói se transformando em um fracasso de ser humano.
 Eles queriam ver no pai a figura de um homem forte, decidido um exemplo pra ser seguido: e ao mesmo tempo amável sorridente que estivesse rolando no tapete com eles, sendo um pai e um amigo.

 A sua mãe aquela mulher aconchegante que levava a todos a meiguice, um olhar de ternura e compreensão, dando-lhe apoio nos momentos necessários àquela que contorna todas as situações.

Mas nas suas casas podemos dar o nome de utopia.

 A realidade é bem diferente daquela que imaginamos, eles presenciam os pais querendo se matar todos os dias. Vamos mudar esse historia transformando o ódio em amor, a violência em paz e assim poderemos ter jovens felizes contando uma nova historia.