
Voltei pra casa tão feliz durante todo o trajeto do colégio ate em casa só falávamos dele o quanto era uma pessoa linda de um coração puro e cheio de amor. E com certeza eu iria dar continuidade ao meu atendimento, mais uma vez viajei na maionese acreditando que tudo terminaria bem, eu faria o acompanhamento com ele e a situação da minha casa estaria resolvida. Mas as brigas continuaram nada mudou! Dois ou três dias depois que eu fui até ele, já não tinha mais tanta segurança, a selva do dia a dia estava me engolindo, o meu marido me tratava com total desprezo, eu não sabia como reagir á tamanha crueldade. Alguns dias depois que eu fui falar com o Padre Dalcides aconteceu uma briga tão violenta que resultou em mais uma separação, ele saiu de casa e foi mora com o país, fiquei sozinha com as crianças, mas o medo, a insegurança tomava conta de mim, lembrava-me das palavras do Padre Dalcides o quanto era importante à paz na família principalmente para a criança poder viver em um ambiente saudável. Eu sabia que para tudo isto acontecer seria necessário á separação. Mais e o medo do amanha? Esse era o meu maior inimigo.
No dia 25 voltei lá, para participar da missa que o Padre Dalcides havia me convidado, ao final da missa ele costumava dá á benção para todos os fies, e foi nessa hora que eu falei pra ele que o meu marido havia saído de casa, ele me abraçou e falou palavras de conforto. Continuei trabalhando e cuidando da casa, as crianças já não sentiram tanto como de costume, haviam passado por isso tantas outras vezes. Ele continuou pagando toda a despesa do mês, me deixou com um carro, um dia estava saindo para fazer compras quando percebi que haviam levado o carro fiquei sem saber o que fazer ligou pra ele. Ele veio fomos ate a Delegacia registramos a ocorrência no dia seguinte encontraram o carro. O Silvio com os seus 17 anos começou a me dar trabalho chegando tarde á casa sem me dizer onde estava, eu preocupada ficava sem dormi esperando ele. Algumas noite liguei para o pai dele, dependendo do momento me ajudava em outros não. Minha irmã ligou avisando que a mamãe havia sofrido um infarto estava hospitalizada, queria que eu fosse pra lá mais, como? Eu não tinha condições nem financeira e nem psicológica.
A semana santa estava se aproximando com tudo que estava acontecendo em volta de mim. Decidi ficarem três dias em um retiro na cidade de Lavrinhas eu tinha necessidade de ficar sozinha,ter um tempo comigo, precisava buscar forças para continuar a caminhada. Não sabia o que poderia vim pela frente. Ele ficou com as crianças judiou delas principalmente da Silvia, ao voltar cheguei a sentir remoço por causa dela, me arrependi por ter deixado ela sozinha com ele jamais imaginei que em plena Semana Santa, ele iria proibir a menina de participar das comemorações da igreja. Preocupada com a saúde da mamãe ligava todos os dias para saber como ela estava o médico avisou que ela poderia viver 10 anos ou 10 dias; ficamos na expectativa.
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