
segunda-feira, 7 de maio de 2018
domingo, 15 de abril de 2018
Um Grito de Socorro.

Mulheres que pediram socorro.
Mas o seu grito não foi ouvido.
A sua voz foi calada pela brutalidade de um homem.
Suas palavras foram silenciadas pelo barulho de uma arma, que traiçoeiramente lhe tirou a vida, junto com a esperança de uma caminhada longa e feliz, afinal foi com esse objetivo que elas saíram de um relacionamento abusivo.
Eles são tão covardes que esquecem que não foi só, a vida da mulher que eles tiraram, mas à esperança dos filhos de ter uma mãe.
De crescerem convivendo com a mãe, de ter o direto de ser amado pela mãe, o amor da mãe não é encontrado em qualquer esquina, ele é único e exclusivo.
Muitos perderam a oportunidade de conhecer o amor e a proteção que a mãe poderia lhe dar.
Ele não se preocupou com a estrutura emocional do filho, o seu egoísmo falou mais alto.
Pergunto-me? O que a sociedade faz para proteger essas mulheres?
O que os nossos governantes faz em proteção as mulheres que são vitimas?
Nada é feito em favor delas, a sociedade, as autoridades silenciam diante de um crime tão brutal onde uma mulher é morta impunimente.
Quando ela só queria ser livre poder viver uma vida digna sem repressão, mas sua esperança foi arrancada brutalmente lhe tirando a oportunidade de poder gritar para o mundo a sua liberdade dando o seu testemunho para que outras possam seguir o seu exemplo, mas diante de tal violência só vem causar pavor naquelas mulheres que sonham com a possibilidade de se livrarem de um lar abusivo.
Sabemos que a cada 11min, uma mulher é violentada.
Os familiares muitas vezes presenciam de alguma forma os atos de violência, mas sempre ouvimos.
“Entre marido e mulher não se mete a colher.” Ou “Ruim com ele pior sem ele.”
E é, assim que os agressores vão ficando impune e nada é feito para impedir a violência domestica.
Não importando a classe social ou seu poder aquisitivo eles sempre ficam livres para o próximo ato de violência.
O preconceito em relação á mulher é tão cruel e desumano vivemos em uma sociedade insensível as necessidades do outro, onde a generosidade não se é mais tão presente no dia a dia, dificilmente encontramos alguém que se pronuncie em defesa da mulher que vive em um ciclo de violência doméstica, muitas vezes sonhamos sendo acolhida por um familiar, na nossa carência, na necessidade de ser amada, respeitada, criamos uma ilusão daquilo que desejamos em nossas vidas a confiança de que algo vai mudar.
Que algo bom acontecera dentro do nosso lar, e na expectativa da mudança continuamos em um relacionamento doentio, agressivo, desrespeitoso para ambos.
As palavras agressivas machucam os dois, deixando magoas acumuladas de anos e anos de uma convivência forçada pela sociedade, ou pela esperança de que tudo irá mudar que a relação vai ter uma probabilidade de um novo desenrolar e é, nessa perspectiva que ambos continuam esperando pelo grande milagre.
Milagre que nunca acontece!
O desejo da mudança continua no coração daquele que só quer ter paz.
E é com tristeza que a sua esperança vai diminuindo e as agressões ganhando espaços cada vez mais; trazendo a insatisfação para dentro do lar, ferindo a todos, permitindo que as cicatrizes sejam visíveis, não tendo mais a possibilidade de esconder, está retratado no rosto de ambos que o amor já se foi; e o seu lugar está sendo ocupado pelo vazio, pela solidão, pela dor do esquecimento.
domingo, 1 de abril de 2018
Mulheres Que Venceram.

A família muitas vezes a responsabiliza pelo fracasso no relacionamento, levando-a a acreditar na sua negligencia como mãe e como mulher, e sobre pressão ela deixa-se ser usada dentro do seu próprio seio familiar, aonde os olhares de acusações é dirigido a ela.
Muitas vezes não só o olhar, mas o dedo é apontado para ela.
Você é responsável por tudo que está acontecendo.
E a mulher a cada dia que passa vai se isolando no seu mundo de amargura perdendo a esperança de um dia ter uma vida diferente.
Não acredita que saindo de um relacionamento doentio, buscando uma ajuda profissional vai ter a oportunidade de se tornar uma mulher feliz e ser independente.
Quantas mulheres tomam a decisão de abandonarem os seus companheiros e seguir com a sua vida, mas não tem o apoio da família e não sabe por onde começar, é tão difícil para uma vitima que passou anos sendo refém de um homem ter a coragem de se libertar.
Algumas delas erguer a cabeça e decide segui em frente na esperança de uma vida livre, sabendo que por mais árduo que seja ela vai poder ser dona das suas decisões.
Podendo sorrir para vida, sonhar com dias melhores acreditando em novos horizontes na expectativa de poder voar.
Ela viveu tanto tempo presa nas garras do seu opressor que até esqueceu como é ser livre, mas algumas delas na metade do caminho sofrer uma recaída, estando habituada á rotina de vitima se sente perdida no meio da multidão não sabendo o que fazer com a sua liberdade.
Ela fica tão desnorteada, foram anos de violência.
Foram anos de submissão.
E agora?
Ela não tem mais quem a domine.
O medo do amanhã faz com que ela procure esse homem que tanto a humilhou ela não consegue viver sem as migalhas que ele lhe oferecia.
Outras mulheres choram pela liberdade, anseiam dia e noite para ter uma vida diferente da que elas estão levando atualmente, são mulheres determinadas buscam coragem e na primeira oportunidade elas tentam conquistar a sua independência.
Procurando abandonar aquele ciclo de violência que a massacrou durante tantos anos, passam por dificuldade, mas, não desanimam, sabem que vai vencer e não muito longe o sol vai brilhar na sua vida.
Ter uma vida de paz e tranquilidade longe do seu agressor foi algo construído na sua mente há muitos anos.
Ela sonhou com esse dia.
Ela buscou coragem dentro dela durante muito tempo.
Esse dia foi projetado minuciosamente e agora o sonho se tornou realidade, o seu objetivo foi alcançado, ela consegui a sua liberdade.
Devemos ver essas mulheres como heroínas dignas de respeito, elas se livraram de uma vida de violência alcançando o seu desejo pessoal, resgatando o seu equilíbrio emocional, os seus valores morais, podendo ter, com os demais uma relação saudável sem cobrança.
Hoje elas conhecem a liberdade.
Hoje elas podem sorrir sem medo.
domingo, 11 de março de 2018
Prefácio escrito: pelo meu querido amigo. Dalcides Biscalquin

Algumas histórias têm o poder de nos encantar. Outras nos apontam caminhos a seguir.
Ao ler cada página deste livro fui me deixando levar pela força do seu ensinamento.
Em meio a dureza da realidade vivida e contada, passei a mergulhar no coração e nas emoções da escritora.
Marlene, um anjo bom que eu pude encontrar num período de decisões importantes da minha vida, sempre se mostrou amável e fraterna.
Algumas dessas histórias pude ouvir com emoção e lágrimas no silêncio de uma pequena igreja.
Naquela manhã, não se tratava de uma confissão, mas de uma partilha sofrida e repleta de esperança.
Nunca duvidei da força e da garra dessa mulher.
A sua vida é um testemunho vivo de libertação.
A sua voz é um grito de esperança e de vida nova.
Mulher de coragem.
Mulher que entendeu a sua missão: tocar os corações oprimidos pelo medo. E mostrar a esses corações que há horizonte.
Marlene, com sua história de vida, fala de amor e de bondade. E dessa forma, manifesta também o amor e a bondade dos Céus.
Espero que cada palavra emocione. Inquiete. transforme. E, principalmente, que cada palavra desperte a coragem em cada leitor.
Esse livro vai transformar vidas. Será fonte de inspiração.
Desejo a você, caro leitor, uma boa leitura.Com meu abraço,
Dalcides Biscalquin
domingo, 4 de fevereiro de 2018
O Sofrimento de Uma Mãe.

Ela se ver, em uma situação desesperadora, sem perspectiva alguma, a esperança que apareça uma luz no fim do túnel não existe. Ela é orientada pelos amigos a largar tudo e seguir em frente com a sua vida; deixando os filhos nesse mar de amargura, vivendo em conflitos com eles mesmos; ora se aproximando dela, ora a descriminando, dentro de um contexto de sofrimento ela presencia a falta de amor dos filhos e ver o resultado de uma educação aversa. E hoje ver os seus filhos desacreditando na instituição da família. Mas ela é mãe e tem consciência do que os filhos passaram ao longo dos anos e por mais que seja dolorido ela não tem coragem de seguir em frente os largando sem o apoio. Muitas vezes ela não é devidamente reconhecida pela sua atitude diante dos filhos, para eles ela não faz mais do que a sua obrigação, afinal ela é sua mãe. E nessa trajetória a família inteira é marcada pela violência domestica, e estão presos ao ciclo contagioso que vai envolvendo a todos em um desequilíbrio emocional deixando o ambiente indesejável, sem abertura para um convívio saudável. Cada um procura se, recolher no seu mundo de fantasia, fazendo perguntas onde as respostas nunca são encontradas, eles busca referencia nos amigos, ou preferem idealizar o pai perfeito; é menos dolorido falar para os amigos que o pai é um herói do que deixar que percebam que ele não passa de um tirano dominador que no dia a dia impõe o seu autoritarismo sobre a família.
Em convívio com os amigos ele mostra-se um ser humano maravilhoso, é cordial e prestativo para com todos, está sempre brincando pagando a conta mostrando que o dinheiro não é problema, mas ao chegar á casa com a família ele se revela outra pessoa, negando o essencial para os filhos e a mulher, dinheiro nunca tem está sempre faltando, esqueceu que um dia o seu objetivo foi construir uma família e assumir a responsabilidade sobre ela, procurou fazer tudo ao contrario destruiu aqueles que um dia lhe foi confiado. Ele tinha tudo para ser um pai amoroso um ótimo chefe de família, mas a falta de amor o levou por caminhos contrario aos que lhe foi confiado; o ciúme o ódio que trazia dentro dele foi enraizando e alcançando a cada um da família quando menos se espera o solo está contaminado completamente doente, necessitando de muito cuidado para se recuperar. Só com muito amor e compreensão podemos restaurar um coração sofrido e decepcionado ao longo dos anos. Foi tanto sofrimento causado por alguém de quem se esperava amor, proteção, mas com o tempo eles foram vendo que aquele lar que deveria ser um santuário para receber todos ao final do dia, tornou-se um ambiente indesejável. Que voltar pra casa tornava-se um motivo de tortura
domingo, 7 de janeiro de 2018
Quando o Coração Sangra.

Ela tem consciência que seu filho foi incentivado pelos anos de convivência dentro de um lar onde o agressor era o seu próprio pai; presenciando a mãe ser vitima dessa crueldade, vendo o pai tratar a mãe sem o menor respeito, tornou-se um dominador que não tem consciência do que esta fazendo. Ela sabe que lá no fundo da sua alma existe algo de bom adormecido dentro dele, mas a influencia do pai é mais forte. Vindo á ser repetido, diariamente através do filho, as atitudes negativas do pai contra a sua mãe. Centenas de mulheres vivem essa relação de medo, violência e perdão junto ao seu filho. Após cada episódio de agressão ela acaba perdoando, acreditando que o mesmo irá mudar, gerando assim, um ciclo de sofrimento. Muitos perguntam por que a mãe se submete a tamanho descaso? É uma pergunta difícil de ser respondida. O amor de mãe se sobressai às agressões do filho, na esperança de que ele venha a mudar a sua atitude ela continua dando-lhe uma oportunidade. Como já citei antes é complicado para quem vive fora de um lar comprometido pela violência doméstica compreender o comportamento da vitima, ela é dominada pelo medo em todos os sentidos o seu companheiro ao longo dos anos conseguiu tirar o seu brilho deixando-a insegura incapaz de tomar qualquer decisão.
Se uma mulher sente-se envergonhada por ser agredida pelo companheiro ao ponto de silenciar o seu sofrimento diante da sociedade, imaginamos o constrangimento de uma mãe ter que admitir que esta sendo hostilizada, humilhada pelo filho o qual vive confrontando os princípios da sua integridade emocional e moral contra ela e os seus valores. Para muitos filhos não existe limite, para ferir a mãe tudo é valido, ele sente prazer em vê ou saber que a sua mãe esta sofrendo por causa do seu desprezo, a sua frieza é assustadora. Pergunto-me? Como um pai pode influenciar tanto a personalidade de um filho ao ponto de desestabilizar emocionalmente deixando-a a mercê de um mundo cruel. Não impôs limites ao filho ele foi educado sem exigências, sem responsabilidade cresceu com a ideia de ser único e especial, não tendo consciência de regras morais passam a agredir psicologicamente ou fisicamente a mãe levando-a a se culpar pelo fracasso na educação do filho. A sensação de impotência e vergonha deixa em absoluto constrangimento diante da sociedade. Ela sabe que os filhos foram influenciados, pela convivência de um lar abusivo e não pode fazer nada diante das agressões verbais e emocionais. Foram crianças que cresceram sendo manipuladas, chantageadas. Presenciando os abusos que a mãe sofria nas mãos de um pai machista e dominador.
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